Home
/
Noticias
/
Bahia
/
Em despedida da presidência do TJ, Lourival Trindade destaca gratidão e enfrentamento à pandemia
Em despedida da presidência do TJ, Lourival Trindade destaca gratidão e enfrentamento à pandemia
Por Davi Lemos
04/02/2022 às 10:48
Atualizado em 04/02/2022 às 10:48
Foto: Reprodução / Youtube

O desembargador Lourival Almeida Trindade, no discurso de despedida da presidência do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), ressaltou que se trata de "momento de separação não querida por mim, mas por imposição dos ditames da lei". Nesta sexta-feira (4), no Fórum Ruy Barbosa, toma posse a nova mesa diretora do Poder Judiciário baiano, que passará a ser presidido pelo desembargador Nilson Castelo Branco, no biênio 2022-2024.
Os demais cargos da mesa serão ocupados pelos desembargadores Gardênia Pereira Duarte (1ª Vice-Presidente); Márcia Borges Faria (2ª Vice-Presidente); José Edivaldo Rocha Rotondano (Corregedoria Geral da Justiça); e Edmilson Jatahy Fonseca Júnior (Corregedoria das Comarcas do Interior).
Lourival Trindade não quis fazer, em seu discurso, um balanço de sua gestão no biênio encerrado nesta sexta-feira, mas destacou o apoio que teve para cumprir a missão, principalmente em tempos de pandemia. "Devo tudo à colaboração de todos que, de mãos juntas, fraternalmente, enfrentamos esses tempos pandêmicos e ominosos, avassalados por essa terrível pandemia".
No discurso repleto de citações de poetas e filósofos, passando por Tomás de Aquino a Simone de Beauvoir, Trindade parafraseou o poeta brasileiro Manoel de Barros para dizer que não tem facilidade com discursos de despedida. "Após um convívio que durou dois anos, de mim, confesso: não tenho a palavra mágica adormecida no recôndito do coração para desencantá-la através da senda da vida, para falar de despedidas".
Ainda citando o Manoel de Barros, o agora ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, disse: "não aprendi a fazer traquinagens com as palavras ou nem com a imaginação, tampouco sei fazer com elas vadiações". Ele ressaltou: "pertenço a uma geração que se recusa a fazer luto de suas utopias".
