Roma defende somatório de esforços para sanar prejuízos das chuvas
Por Davi Lemos
06/01/2022 às 12:34
Foto: Reprodução / Youtube

O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), pregou a união de esforços e espírito republicano para dar andamento às ações de atenção às vítimas das chuvas e á reconstrução das cidades. Ele, inclusive, salientou o diálogo que mantém com o governador Rui Costa (PT), durante a tragédia que acometeu o sul, extremo sul e sudoeste baianos. "A gente tem que realmente somar e um ajudar o outro. Não dá para remar para os lados; temos que ter foco nas coisas, como ocorreu agora nesse período dessa calamidade que a Bahia sofreu. Eu mandei mensagem para o governador Rui Costa no sábado pela manhã, e ele retornou o telefonema e fizemos uma reunião em parceria e fomos trabalhar juntos", disse o ministro, durante a solenidade realizada na manhã desta quinta-feira (6), em Salvador, que dá início à construção da Escola Municipal do Curralinho, no Stiep, onde funcionará a nova sede da Associação Amigos dos Autistas (AMA)
"Todos sabem que são diferenças ideológicas, partidárias, eleitorais, muitas diferenças; mas tem uma responsabilidade que está acima disso tudo. Quando a gente coopera e consegue fazer as coisas de maneira ajustada, aumenta muito a eficácia da ação, que é transformadora na vida das pessoas. Esse é o papel republicano que nós, homens públicos temos que enxergar em cada ação, por menor que possa aparecer. É essa sinergia que precisamos com todos aqui", salientou o ministro, que rechaçou a prática da "empurroterapia", um neologismo que utilizou para rejeitar a transferência de responsabilidades entre os entes públicos no trabalho de reconstrução de cidades e atenção às vítimas. O governador Rui Costa (PT) tem dado diversas declarações sobre a insuficiência das ações do governo federal, dizendo, inclusive, que não ficará de braços cruzados à espera de ações governamentais.
Após a fala de Roma, o ministro Milton Ribeiro (Educação) tomou a palavra e, em um tom de provocação às administrações petistas, disse: "Não vamos mandar mais dinheiro, com todo respeito que eu tenho, nem para Cuba, nem para a Venezuela, nem para a África. Se tiver que vir dinheiro, que venha para a Bahia". Ribeiro ainda apostou que o ano de 2022 será protagonizado pelos professores, em contraste aos anos de 2020 e 2021, marcados pela atuação dos profissionais de saúde. "Nesse ano que passamos, os grandes protagonistas foram os médicos e os profissionais de saúde. Nesse ano, agora que estamos caminhando para a pós-pandemia, os grandes protagonistas serão os professores, as escolas e os profissionais de educação", disse o ministro da Educação.
