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"Proteger crianças da covid-19 é uma questão humanitária”, diz Fábio Vilas-Boas
"Proteger crianças da covid-19 é uma questão humanitária”, diz Fábio Vilas-Boas
Por Redação
06/01/2022 às 08:16
Foto: Divulgação

O ex-secretário da saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, comentou a decisão do Ministério da Saúde que, 20 dias após a aprovação da Anvisa, enfim recomendou nesta quarta-feira (5) a vacinação contra a covid-19 para crianças entre 5 e 11 anos. Para o médico e pré-candidato a deputado federal, o bom senso e a ciência prevaleceram. Porém é preciso correr atrás do tempo perdido.
“Proteger as crianças da covid-19 é tanto uma obrigação ética dos governantes como uma necessidade prática. Não vaciná-las é abrir espaço para o contágio nessa faixa etária pelas cepas já existentes ou até o surgimento de uma variante que afete de forma mais grave as nossas crianças. É hora de virar a página de mais um capítulo triste do Ministério da Saúde, que tanto protelou a decisão, e organizar um esquema eficiente de vacinação”, disse Vilas-Boas.
A aplicação da vacina da Pfizer em crianças foi aprovada pela Anvisa em 16 de dezembro. O imunizante possui doses distintas daquelas aplicadas em adultos e precisa ser enviado pelo Governo Federal aos estados, o que deve ocorrer a partir do dia 10 de janeiro. Mais de 30 países, entre eles Chile, Argentina, Estados Unidos e Alemanha já aplicam as vacinas em menores de 12 anos.
“Criança também pega covid-19 e pode desenvolver formas graves da doença. Não há como combater a pandemia sem imunizar toda a população, inclusive os mais jovens. Quem tem a ciência como um guia precisa combater essas campanhas de desinformação, que insistentemente tentam se aproveitar do medo dos pais e têm como alvo pessoas que estão vulneráveis”, disse o pré-candidato a deputado federal.
Momento delicado
A decisão do Ministério da Saúde chega num momento crítico. Segundo a Our World In Data, organização internacional que reúne dados sobre a pandemia, houve um recorde de novos casos de covid-19 em 24 horas no planeta. Na terça-feira (4), 2,6 milhões de pessoas foram contaminadas pelo vírus, resultado do espalhamento da variante ômicron, que já tem casos no Brasil.
“Felizmente, o número de novas mortes no mundo segue em queda. É um sinal de que as vacinas estão fazendo o seu papel: preparando o sistema imunológico para a covid-19. Não podemos parar de vacinar novos públicos e reforçar a dose de quem já tomou. O mundo está nos mandando um alerta de que a ômicron é mais contagiosa do que as variantes que conhecemos”, comentou Vilas-Boas.
