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Hackers que reivindicam ataque ao ConecteSUS tiram do ar sites de gigante de mídia de Portugal

Hackers que reivindicam ataque ao ConecteSUS tiram do ar sites de gigante de mídia de Portugal

Por Giuliana Miranda, Folhapress

04/01/2022 às 15:25

Atualizado em 04/01/2022 às 15:25

Foto: @sicnoticiais no Instagram

Nota da emissora de TV SIC, de Portugal, sobre o ataque hacker sofrido pelo conglomerado de mídia Impresa

Um dos maiores conglomerados de mídia de Portugal, o grupo Impresa foi alvo de um ataque hacker. Desde a manhã de domingo (2), sites ligados à empresa estão fora do ar, incluindo as páginas da emissora SIC, líder de audiência na TV aberta portuguesa, e do jornal Expresso, semanário mais lido do país.

A ofensiva do tipo ransomware —que pede o pagamento de uma espécie de resgate em troca do restabelecimento do sistema— foi reivindicada pelo Lapsus$ Group, mesma organização que, em dezembro, assumiu a autoria do ataque ao Ministério da Saúde do Brasil e ao aplicativo ConecteSUS.

Em coluna publicada na Folha, o especialista Ronaldo Lemos explicou que o impacto desse tipo de ataque é devastador. De acordo com ele, essas ações se transformaram em uma operação profissionalizada, com "call center" disponível 24 horas por dia para que a vítima entre em contato com os criminosos.

Os autores do ataque hacker acessaram o sistema interno da empresa portuguesa, comprometendo a comunicação entre funcionários e o funcionamento de ferramentas usadas para a produção de programas televisivos, e conseguiram tirar do ar a Opto, plataforma de streaming da SIC.

Os hackers chegaram a enviar mensagens à lista de inscritos nas newsletters do jornal Expresso. No domingo, dispararam a vários assinantes uma nota com o título "BREAKING Presidente afastado e acusado de homicídio", contendo afirmações falsas e links potencialmente perigosos.

De acordo com reportagem do jornal português Público, há a suspeita de que os hackers tenham acessado o sistema durante vários dias, estudando a melhor forma de realizar um ataque em série.

Em nota, o grupo Impresa classificou a ação como um "atentado nunca visto à liberdade de imprensa em Portugal na era digital" e anunciou a apresentação de uma queixa-crime sobre o ataque. A empresa também diz estar em colaboração com a Polícia Judiciária e com o Centro Nacional de Cibersegurança.

Enquanto os sites estão fora do ar, jornalistas da empresa têm publicado os conteúdos nas redes sociais do grupo. Outros veículos portugueses, como os jornais Público e Observador, manifestaram apoio à Impresa e têm divulgado os links para as redes sociais do grupo em seus próprios sites e perfis.

Proprietária da emissora TVI e da CNN Portugal, o grupo Media Capital divulgou nota repudiando os ataques, uma "ameaça concreta à imprensa livre" e um "atentado à sociedade, que tem o direito de se informar por meio de órgãos de comunicação social independentes e plurais".

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