Combate ao racismo passa pelo boicote a grandes marcas, afirma deputado Jacó
Por Redação
02/01/2022 às 14:40
Atualizado em 02/01/2022 às 14:40
Foto: Divulgação

Práticas internas racistas ou desumanas já demonstradas por multinacionais como a espanhola Zara não podem ser naturalizadas pelo povo negro com melhor poder econômico. É o que pensa o deputado estadual Jacó (PT), que repudiou mais um caso de racismo ocorrido em Salvador, há poucos dias, envolvendo o africano Luis Fernandes Júnior.
“Temos que chamar atenção da sociedade e desses negros, especialmente, porque têm alguma grana, ficam alimentando marcas preconceituosas e racistas. Enfrentar a violência e o racismo também passa por assumir uma postura mais consciente”, diz.
Luis Fernandes Júnior, natural da Guiné Bissau, havia acabado de comprar uma mochila na loja Zara de um grande shopping em Salvador. O rapaz foi perseguido até o banheiro por um segurança e acusado de furto. Há quatro meses, caso similar ocorrera em Fortaleza, com uma delegada, negra, proibida de entrar em uma loja da grife.
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia, o deputado estadual Jacó (PT) afirma que é necessário aprofundar as políticas públicas de combate ao racismo estrutural, e que um dos desafios em 2022 é dar continuidade à discussão do tema, direta ou indiretamente, nas várias audiências realizadas com o poder público e a sociedade civil, como ocorreu em “Guerra às Drogas e os Impactos da Violência na Bahia”.
Jacó é autor de um Projeto de Lei que obriga empresas de segurança a oferecerem cursos de combate ao racismo e lgbtfobia para trabalhadores, condição esta necessária para que sejam contratadas na esfera pública.
