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Bolsonaro diz que haverá 'caos' e 'rebelião' se País decretar lockdown

Bolsonaro diz que haverá 'caos' e 'rebelião' se País decretar lockdown

Por Estadão Conteúdo

11/01/2022 às 19:16

Atualizado em 11/01/2022 às 21:18

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress/Arquivo

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que haverá “caos” e “rebelião” se o País decretar lockdown neste ano em razão da piora da pandemia de Covid-19. Bolsonaro chegou a dizer que o País não tem Forças Armadas suficientes para garantir a lei e a ordem em caso de revolta nas ruas por causa do fechamento de estabelecimentos comerciais.

"O Brasil não resiste a um novo lockdown. Será o caos. Será uma rebelião, uma explosão de ações onde grupos vão defender o seu direito à sobrevivência. Não teremos Forças Armadas suficientes para a garantia da lei e da ordem”, afirmou Bolsonaro, em entrevista à Jovem Pan News. A gravação ocorreu no último sábado, 8, no Palácio da Alvorada, e foi veiculada nesta terça-feira, 11.

Ao contrário do "novo lockdown" que o presidente citou, porém, Estados e municípios tomaram apenas medidas localizadas de isolamento social e restrição de circulação de pessoas para conter o avanço da variante Ômicron.

Bolsonaro reiterou as críticas a governadores e prefeitos que estão "querendo fechar tudo novamente" e disse, mais uma vez, que não se vacinou contra o coronavírus. “Eu não tomei a vacina. É o meu direito”, afirmou. “Não vão forçar, porque eu não vou tomar. Nenhum homem aqui no Brasil ou uma mulher vai me obrigar a tomar a vacina.”

As declarações de Bolsonaro ocorrem em meio ao aumento de casos da doença no País, com a disseminação da variante Ômicron, altamente contagiosa.

O presidente minimizou os efeitos do coronavírus, que já causou a morte de mais de 620 mil pessoas no País. “Quando eu falei do meu passado atlético, o meu passado esportivo... batendo em mim (o vírus), não vai acontecer nada, como não aconteceu. Fiz o tratamento precoce e nada aconteceu”, insistiu o presidente, numa referência ao pronunciamento feito por ele em rede nacional de rádio e V, em março de 2020, quando chamou a Covid-19 de “gripezinha” ou “resfriadinho” e mencionou seu "histórico de atleta".

O tratamento precoce citado por Bolsonaro, com remédios como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina, é comprovadamente ineficaz contra a covid-19. A defesa do chamado “kit covid” foi investigada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, que atuou no ano passado no Senado e apontou ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia.

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