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Câmara aprova planos de Cultura e da Infância e Adolescência em meio a polêmica sobre cultura LGBT

Câmara aprova planos de Cultura e da Infância e Adolescência em meio a polêmica sobre cultura LGBT

Por Redação

15/12/2021 às 14:24

Atualizado em 15/12/2021 às 14:45

Foto: Carlos Alberto/CMS

Sessão plenária realizada nesta quarta-feira (15) na Câmara Municipal de Salvador

Com voto contrário da bancada evangélica, a Câmara Municipal de Salvador aprovou o Plano Municipal de Cultura de Salvador contemplando a "cultura LGBTQIA+". Já o plano o Plano Municipal de Infância e Adolescência foi, porém, aprovado, mas sem contemplar a comunidade LGBT, o que gerou críticas da líder da Oposição, Marta Rodrigues (PT).

Sobre o plano de cultura, o vereador Isnard Araújo (PL) disse que a aprovação do texto era um "perigoso precedente", embora o mesmo texto tivesse também reconhecido a "cultura gospel".

"Biblicamente, está escrito que os homens serviriam mais aos prazeres que a Deus", disse o vereador. O vereador evangélico disse que repudia todo e qualquer tipo de violência contra a comunidade LGBT, "mas também não aceitamos como cultura".

Houve momento de intenso debate entre os vereadores Alexandre Aleluia (DEM) e Laina Crisótomo (PSOL). O democrata sustentou que a promoção da chamada cultura LGBT causa divisão. "O Brasil já foi dividido tanto. Agora estão dividindo até vacinados. Isso é um ataque à nossa liberdade", disse Aleluia.

Laina, na resposta a Aleluia, disse que integrar a comunidade LGBT não é opção, nem escolha. "É orientação". O vereador Sílvio Humberto (PSB) louvou o embate que levou à aprovação do Plano de Cultura. Para o socialista, o reconhecimento da Cultura LGBT é uma forma de diminuir a violência contra essa comunidade.

Plano de infância

O relator do Plano Municipal da Infância e da Adolescência, Isnard Araújo, apresentou emenda que retirava do plano a entrega de cartão do SUS com nome social a adolescentes transexuais, o que causou protesto da vereadora Marta Rodrigues. "Como aprova em um e rejeita em outro?", questionou a petista, sobre o fato de o plano da infância não contemplar as pautas LGBT como ocoreu no plano de cultura.

"Como a Secretaria da Saúde vai poder fazer um cartão fake? É crime", disse Isnard Araújo. O vereador evangélico disse que o movimento LGBT está "fincando estacas". "Eles não querem só conquistar espaço, eles querem confrontar quem é conservador", disse o vereador. A vereadora Marta rebateu: "estão cometendo um crime contra nossos adolescentes".

A vereadora Débora Santana (Avante), ao defender o parecer de Isnard, deu a seguinte explicação, rememorando o período em que disse ter trabalhado no Hospital Roberto Santos. Ela disse que houve glosas no pagamento de procedimentos ao registrarem nomes sociais dos pacientes atendidos. "Como vai operar uma mulher de próstata?", questionou a vereadora.

Atualizada às 14h44

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