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Aleluia quer proibir passaporte vacinal em estabelecimentos privados; Vasconcelos rebate: 'retrocesso'

Aleluia quer proibir passaporte vacinal em estabelecimentos privados; Vasconcelos rebate: 'retrocesso'

Por Redação

17/12/2021 às 19:13

Atualizado em 17/12/2021 às 19:14

Imagem de Aleluia quer proibir passaporte vacinal em estabelecimentos privados; Vasconcelos rebate: 'retrocesso'

O vereador Alexandre Aleluia (DEM) divulgou nesta sexta-feira (17) que apresentou projeto de lei que visa proibir a exigência de comprovante de vacinação ou teste de PCR para detectar a Covid-19 em estabelecimentos privados da capital baiana - ainda segundo a proposta do edil, os estabelecimentos que descumprirem podem pagar multa de até R$ 100 mil. Vereadores da Câmara Municipal reagiram à proposta de Aleluia, inclusive o futuro líder da oposição da Casa, vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB), que classificou o projeto como "retrocesso". O comunista, inclusive, destacou que o projeto não deve ter acolhida sequer na bancada de apoio ao prefeito Bruno Reis (DEM).

A proposta do vereador Alexandre Aleluia segue exemplo de iniciativa adotada no estado da Flórida, nos Estados Unidos, também se estende à vedação de exigência de comprovação de vacinação para o ingresso de visitantes e moradores a condomínios e edifícios do municípios.

"Muitos gestores, em nome de uma pretensa salvaguarda da saúde das pessoas, estão cerceando um direito fundamental: o de ir e vir. Precisamos evitar que esse pensamento arbitrário contamine o setor privado", salientou o edil, que tem outro projeto tramitando na Câmara Municipal que versa sobre a vedação da exigência do chamado passaporte vacinal na capital baiana.

O vereador também dirigiu críticas ao governador Rui Costa (PT) na nota em que anunciou seu projeto de lei. "Temos um governador tirano que quer tratar as pessoas como verdadeiras crianças, porque ele quer controlá-las e ele quer dividi-las", salientou o vereador de Salvador.

"Essa é a ideia do Partido dos Trabalhadores que se espalha por outros partidos de esquerda e por outros rendidos ao 'progressismo', dividir sempre: ricos, pobres, negros, brancos, homossexuais, heterossexuais e, agora, vacinados e não vacinados. Agora querem dividir entre bolsonaristas e talvez não bolsonaristas", declarou Alexandre Aleluia nesta sexta-feira (17).

Retrocesso

O vereador Augusto Vasconcelos, que será líder da oposição a partir de 7 de janeiro, classificou o projeto do democrata como "retrocesso" e salientou que sequer na bancada que apoia o prefeito Bruno Reis a proposição deve conseguir apoio para aprovação em plenário. "Esse projeto é um retrocesso. Os negacionistas precisam entender que a vacina é a única maneira de salvar vidas; é fundamental conscientizas as pessoas sobre a importância de se vacinarem", disse o vereador do PCdoB.

O edil comunista avaliou que a proposta não deve ser aprovada. "A maioria da bancada do prefeito [Bruno Reis] não adota essa postura", disse Vasconcelos. O próximo líder da bancada de oposição é autor de proposta que vai na contramão do de Aleluia e prevê a exigência do cartão de vacinação para acesso em agências bancárias. "É lamentável uma proposta como essa [de Alexandre Aleluia], enquanto vemos no mundo todo tentativas de avançar a vacinação que são a maneira de garantirmos o retorno à normalidade", comentou Augusto Vasconcelos.

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