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Sem novo programa, governo considera estender o auxílio emergencial por mais dois meses

Sem novo programa, governo considera estender o auxílio emergencial por mais dois meses

Por Adriana Fernandes, Idiana Tomazelli e Eduardo Gayer/Estadão

19/10/2021 às 07:08

Atualizado em 19/10/2021 às 07:23

Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil

Sem novo programa, governo considera estender o auxílio emergencial por mais dois meses

A 13 dias do fim do auxílio emergencial, o presidente Jair Bolsonaro indicou ontem a extensão do benefício. O anúncio final deverá ser feito ainda nesta semana e, a depender do acerto final, pode dar mais tempo para a definição do novo programa social do governo em 2022, o Auxílio Brasil.

Uma das possibilidades é estender o auxílio emergencial por mais dois meses com recursos de sobra orçamentária do próprio programa Bolsa Família, cerca de R$ 12 bilhões.

Num ambiente de muita tensão e informações desencontradas de autoridades do governo e de políticos, dois debates estão na mesa: a renovação do auxílio emergencial, em novembro e dezembro, e a extensão do benefício também em 2022. Os políticos querem as duas prorrogações fora do teto do gastos para sobrar mais espaço no Orçamento para gastos com emendas e obras públicas. O teto é a regra que limita o crescimento das despesas à variação da inflação.

A área econômica avalia que é possível prorrogar o auxílio emergencial este ano dentro do teto de gastos. Já a prorrogação do benefício para 2022 não teria como ser feita dentro do teto. Por isso, o embate ainda não está definido.

“Se Deus quiser, resolveremos essa semana a extensão do auxílio emergencial”, disse Bolsonaro, em cerimônia de lançamento do programa Jornada das Águas, em São Roque de Minas (MG).

Segundo apurou o Estadão, o que está ficando claro é um desenho de um auxílio temporário, além do Bolsa Família. A dúvida está em relação ao número de beneficiários. O ministro da Cidadania, João Roma, defende a inclusão dos informais que deixarão de receber o auxílio emergencial e não se enquadram no novo programa Bolsa Família, o Auxílio Brasil. Ele argumenta que, apesar do início da recuperação econômica, essas pessoas ainda sofrem as consequências da pandemia.

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