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'Não compreendemos desenvolvimento sem sustentabilidade', diz vice-prefeita em evento da ONU

'Não compreendemos desenvolvimento sem sustentabilidade', diz vice-prefeita em evento da ONU

Por Redação

26/10/2021 às 19:30

Foto: Divulgação

A vice-prefeita e secretária de Governo de Salvador, Ana Paula Matos

A vice-prefeita e secretária de Governo de Salvador, Ana Paula Matos, mediou nesta terça-feira (26) o evento ONU Habitat – Estratégias de resiliência para atuação municipal: o case de Salvador. Durante a palestra, Matos falou sobre a atuação resiliente do município nos últimos oito anos e reafirmou o compromisso da cidade com as pautas climáticas e sustentáveis. “Não compreendemos desenvolvimento sem sustentabilidade. E todos os nossos colaboradores da Prefeitura de Salvador ajudam a cidade a ser cada vez mais inteligente, resiliente, inclusiva, baixo carbono, sustentável e circular”.

Para a mediadora, “a necessidade de mitigação da ação climática e a capacidade de resiliência dos países é uma necessidade global, mas, ações locais contribuem enormemente para o esforço de solucionar a questão”. A vice-prefeita ressaltou que as ações do Plano de Mitigação e Adaptação às Mudanças do Clima na capital baiana dialogam em muitos sentidos com a estratégia de resiliência. “Temos metas claras, projetos consistentes, mão-de-obra disposta e uma rede de parceiros para nos auxiliar”, afirmou, completando que a cidade vocacionada para luta e resistência.

Ana Paula Matos citou alguns exemplos de avanços da capital, como a reestruturação da Defesa Civil após a chuva de 2015, o enfrentamento às mudanças climáticas, as ações de mudança de vida da Guerreia Zeferina, Escritório de Governança Social”, dentre outros. “Temos orgulho de dizer que não só avançamos, mas aprendemos com as crises e os desafios. Passamos a adotar ações preventivas para preservar vidas, dialogamos com a comunidade e as pessoas percebem esses avanços”.

O diretor da Defesa Civil de Salvador, Sosthenes Macedo, fez uma explanação técnica dos avanços no enfrentamento às mudanças climáticas na gestão municipal e pontuou que “é imprescindível a participação popular”. “Todas as nossas ações precisamos, obrigatoriamente, dialogar com cidade, primeiro fazemos o mapeamento das áreas de risco de Salvador, depois o mapa de ocupação e, na sequência, capacitamos os moradores através dos núcleos comunitários de proteção e Defesa Civil (Nupdecs), isso tudo só foi possível com o diálogo permanente com a população”, afirmou.

O secretário-executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, destacou as boas práticas da capital baiana de governança política e estrutural. “Salvador tem a governança estabelecida, inventário de gases e efeito estufa, tem plano de ação climático e estratégia de ação resiliente. Poucas as cidades que têm todos esses instrumentos no nível que Salvador tem. Posso afirmar que é uma boa prática, um exemplo de sucesso e uma inspiração para outras cidades”.

A vice-prefeita pontuou ainda que as alianças globais permitem progredir no grande desafio que é fazer com que o conceito de sustentabilidade e resiliência cheguem até a comunidade. “É preciso chegar a todo e qualquer cidadão, trazer consciência sustentável nas comunidades para que a sociedade se sinta parte e comece a engajar ações de boas práticas responsáveis”, disse, Ana Paula.

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