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Homem da ponte, Leão diz que 'ainda é cedo' para mensurar impacto de colapso da Evergrande
Homem da ponte, Leão diz que 'ainda é cedo' para mensurar impacto de colapso da Evergrande
Por Mateus Soares
24/09/2021 às 10:27
Atualizado em 24/09/2021 às 10:27
Foto: Reprodução/Facebook/Arquivo

Diante de um possível colapso do grupo Evergrande, empresa gigante chinesa do setor imobiliário, o vice-governador João Leão (PP) declarou, a este Política Livre na manhã desta sexta-feira (24), que "ainda é cedo para afirmar se teremos impacto nos investimentos no Brasil ou na Bahia".
A probabilidade causou pânico em bolsas de valores no mundo inteiro no início desta semana em meio a notícias de que a empresa corria risco de dar calote em parte de sua dívida bilionária, que passa de US$ 300 bilhões.
Para Leão, "o mundo espera os desdobramentos e é cedo para fazer qualquer tipo de previsão". "Mas acredito que não afetará as obras da ponte [Salvador-Itaparica], pois já iniciamos a sondagem e em breve iniciaremos as obras", ponderou.
A crise na gigante pode ser prenúncio de algo maior, como a desaceleração do setor da construção, que responde por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês. Neste cenário, o Brasil, que fornece uma parte relevante do minério de ferro usado para erguer os arranha-céus no país, está no topo da lista dos potenciais prejudicados.
A ponte Salvador-Itaparica será erguida por um consórcio chinês formado pela China Railway 20 Bureau Group Corporation (CR20) e pela China Communications Construction (CCCC). As empresas têm quatro anos para entregá-la. Orçada em R$ 5,3 bilhões, a ponte terá recurso de R$ 3,8 bilhões dos empresários, já o governo baiano injetará R$ 1,5 bilhão.
Caso seja concluída, o equipamento, que é uma antiga promessa dos governos petistas no estado, será o segundo maior do Brasil, atrás apenas da Rio-Niterói.
