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Bolsonaro renova ameaças na Paulista: 'Quero dizer aos canalhas que eu nunca serei preso'
Bolsonaro renova ameaças na Paulista: 'Quero dizer aos canalhas que eu nunca serei preso'
Por Estadão Conteúdo
07/09/2021 às 16:35
Atualizado em 07/09/2021 às 16:35
Foto: Tiago Queiroz/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro iniciou agora há pouco seu segundo discurso do dia, agora na Avenida Paulista diante de milhares de apoiadores. Ele começou citando Deus e dizendo que passou por meses difíceis, nos quais recebeu muitas cobranças. Segundo ele, o momento demandou cautela.
"Tinha de esperar um pouco mais para que a população fosse se conscientizando do que é um regime ditatorial. Pior do que o vírus foram as ações de alguns governadores e prefeitos", disse, novamente criticando políticos que optaram por seguir as orientações da ciência relacionadas, especialmente, ao distanciamento social e uso de máscara.
Diante de apoiadores pedindo "liberdade", Bolsonaro diz que defende a democracia, mas que não pode aceitar participar de uma "eleição que não oferece qualquer segurança". Sem mencionar nominalmente o ministro Luís Roberto Barroso, disse ainda que o sistema eleitoral não pode ser definido por uma única pessoa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Não posso mais participar de uma farsa patrocinada pelo presidente do TSE".
Já no fim do discurso, Bolsonaro voltou a falar de reeleição e disse que só deixa o cargo se for a vontade de Deus. Aos apoiadores, afirmou: "Nesse momento, eu quero mais uma vez agradecer a todos vocês. Agradecer a Deus, pela minha vida e pela missão, e dizer aqueles que querem me tornar inelegível em Brasília que só Deus me tira de lá."
Em seguida, o presidente afirma que há três opções para o seu futuro político. Disse que pode ser "preso, morto ou sair com a vitória''. E completou na sequência: "Quero dizer aos canalhas que eu nunca serei preso".
