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Morro do Chapéu: APLB diz comprovar que não existem salários exorbitantes a professores e cobra retração da prefeita
Morro do Chapéu: APLB diz comprovar que não existem salários exorbitantes a professores e cobra retração da prefeita
Por Redação
14/08/2021 às 10:00
Foto: Divulgação

A direção da APLB-Sindicato em Morro do Chapéu, Bahia, buscou junto ao Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação CACs – Fundeb, a comprovação de que os professores da rede municipal não recebem salários exorbitantes, como alegou a prefeita Juliana Araújo (PL), para emissoras de rádio do município, ao tentar justificar os descontos nos salários dos docentes por três meses consecutivos.
Segundo a Coordenadora da APLB no município, Lílian Maria de Almeida, em 3 de fevereiro, deste ano, a entidade se reuniu com a gestão municipal para discutir a situação da categoria. Na ocasião, a prefeita prometeu não retirar valores dos salários dos professores. No entanto, dois dias após o encontro os educadores receberam salários cortados.
“No dia 5 saiu o pagamento do mês de janeiro com o valor das gratificações calculados em cima do nível inicial do concurso, desconsiderando as promoções. Isso acarretou descontos entre R$400 e R$1,3 mil no salário de todos os professores que avançaram na carreira. Isso, sem comunicado prévio ou diálogo. Os servidores, claro, ficaram desesperados. Daí por diante, a própria prefeita começou a atacar a categoria na rádio local, alegando cortar privilégios. Estamos já no terceiro mês recebendo o valor reduzido e ela não aceita nem ao menos a discussão do assunto”, disse Lílian.
A presidente do CACs – Fundeb, Lucila de Amorim O. Avelino, atestou, por meio de ofício, não haver salários de professores que sejam fora da normalidade, e que todos os proventos analisados seguem de acordo com o Plano de Carreira do Magistério Pública Municipal.
“Após uma analise criteriosa nas contas de dezembro/2020, não constatou irregularidades de salários, o que houve foi o pagamento antecipado do salário, décimo terceiro e o adiantamento do terço de férias", disse a presidente, atestando ainda que nunca houve pagamento por parte da prefeitura, no valor de R$ 12 mil reais. “Mesmo se fazendo o somatório de pagamentos, com as aulas extras de professores e todos outros direitos, não se chega a esse valor”, concluiu.
