Marcelo Ramos trabalhará para afastar PL de Bolsonaro
Por Estadão
01/08/2021 às 08:00
Atualizado em 01/08/2021 às 08:00
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

De quem tem boa capacidade de síntese: o PP abraçou Jair Bolsonaro, o PSD pulou fora, o MDB disse não ao presidente e Valdemar Costa Neto dá risadas. Por essa lógica, o presidente do PL se encontra em situação confortável, pois mantém cargos no governo federal sem ter se aferroado a ele, conservando margem de manobra para acenar a adversários de Bolsonaro. “O PL ainda não decidiu sobre o apoio em 2022 e eu disputarei opinião com todas as minhas forças para que o partido não esteja no palanque do presidente”, diz o deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM).
O vice-presidente da Câmara nunca foi simpático a Bolsonaro, porém, votava com o governo e não era considerado adversário figadal do presidente, como passou a ser, a ponto de trabalhar contra uma aliança com Bolsonaro e de se declarar opositor.
“Bolsonaro nunca teve chance de ter meu apoio. Mas eu tinha boa vontade com as pautas do governo. Isso ele perdeu”, diz Ramos.
O entrevero com o vice da Câmara ilustra à perfeição Bolsonaro. Para preservar os filhos e sua narrativa capenga de ser contra privilégios, o presidente difamou Ramos, atribuindo a ele a culpa pela aprovação do Fundo Eleitoral. A agenda do País na Casa parece não interessar.
