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Ex-vereador do Rio é preso em SP sob suspeita de contratar Ronnie Lessa para matar rival

Ex-vereador do Rio é preso em SP sob suspeita de contratar Ronnie Lessa para matar rival

Por Waleska Borges/Folhapress

31/07/2021 às 19:20

Atualizado em 31/07/2021 às 19:20

Foto: Reprodução

O ex-vereador do Rio de Janeiro, Cristiano Girão, é preso em São Paulo em operação conjunta da Polícia Civil dos dois estados, na sexta (30)

O ex-vereador do Rio de Janeiro Cristiano Girão foi preso preventivamente, nesta sexta-feira (30), em São Paulo, durante uma operação da Polícia Civil do Rio. Girão foi preso sob suspeita de mandar matar, em 2014, o ex-policial militar André Henrique da Solva Souza, conhecido como Zóio, e a companheira dele, Juliana Sales de Oliveira.

Na ocasião, o ex-vereador estava preso.

Os agentes da DHC (Delegacia de Homicídios da Capital) também cumpriram um mandado de prisão contra o ex-PM Ronnie Lessa, acusado da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes, em março de 2018. Lessa está preso.

Segundo a polícia, Lessa teria sido contratado por Girão para matar Zóio e a companheira dele.

Girão foi localizado e preso no bairro do Pari, área central da cidade de São Paulo, onde morava. A ação foi realizada pela equipe da DHC, com apoio da Polícia Civil paulista, para cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Conforme a Polícia Civil do Rio, Girão foi surpreendido quando dirigia seu carro, após ter saído, ainda na madrugada, da loja onde dormia. Segundo as investigações, ele passou a se esconder ali depois da veiculação de notícia de que havia um pedido de prisão contra ele por duplo homicídio qualificado.

Ainda de acordo com as investigações, a motivação do duplo homicídio seria uma disputa territorial entre os milicianos comandados por Girão e a facção criminosa liderada por Zóio. Ele era um miliciano de Campo Grande, que tentava dominar a região da Gardênia Azul, na zona oeste do Rio, território do grupo de Girão.

O ex-vereador já havia sido preso, em dezembro de 2009, dentro da Câmara Municipal do Rio. Na época, ele foi condenado por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro da milícia. Girão foi solto em 2017.

Pelo Twitter, o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) se manifestou nesta sexta-feira (30) sobre a prisão de Girão: "Esse assassinato mostra que Girão e Lessa, o executor de Marielle e Anderson, são parceiros em atividades criminosas. Essa descoberta pode ajudar a entender quem mandou matar Marielle e qual a motivação. Seguiremos firmes na luta por Justiça!”.

De acordo com o advogado Zoser Hardman, que faz a defesa de Cristiano Girão, ele impetrou habeas corpus pedindo a revogação da prisão preventiva, após analisar o processo referente ao duplo homicídio ocorrido no ano de 2014.

“O processo é vazio e não há nenhum elemento concreto que indique a participação de Cristiano no crime”, comentou o advogado, em nota.

A defesa informou ainda que “possui o mais profundo respeito ao Ministério Público e ao Juízo, mas não ficou demonstrada a necessidade da prisão de Cristiano para resguardar a efetividade da ação penal”.

Procurada, a defesa de Lessa não se manifestou até esta publicação.

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