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Ciro, Eduardo Leite e Mandetta defendem reformas tributária e política para retomada do crescimento
Ciro, Eduardo Leite e Mandetta defendem reformas tributária e política para retomada do crescimento
Por Estadão Conteúdo
01/07/2021 às 21:10
Atualizado em 01/07/2021 às 21:10
Foto: Alex Silva/Estadão

No primeiro debate da série Primárias, realizada ontem pelo Estadão em parceria com o Centro de Liderança Pública (CLP), três presidenciáveis defenderam as reformas tributária e política como essenciais para a retomada do crescimento. Ciro Gomes (PDT), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Eduardo Leite (PSDB) avaliaram que, para além da tragédia sanitária, a pandemia exige respostas imediatas nos campos econômico e social.
Sob o comando do presidente do CLP, Luiz Felipe D’Ávila, Ciro, ex-ministro e vice-presidente nacional do PDT, Mandetta, ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro, e Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul, debateram questões como crise energética, Sistema Único de Saúde (SUS), desmatamento da Amazônia e desenvolvimento.
Escolhido por sorteio, Mandetta foi o primeiro a falar, defendendo uma reforma tributária, para que o Brasil não seja “um inferno fiscal”, mas apontou que os programas de suporte social devam ser continuados. “Vamos ter de fazer transferência de renda por um bom tempo porque as pessoas estão passando fome”, disse ele. Mandetta pediu ênfase no setor de construção civil.
Ciro Gomes afirmou que quer “devolver ao país uma noção de projeto nacional de desenvolvimento. “Hoje, ninguém sabe para onde o Brasil está indo em nenhum setor”. Ele disse que, se eleito presidente, tomaria três providências: o socorro às famílias endividadas, o socorro às empresas colapsadas e a elaboração de um plano de R$ 3 trilhões em dez anos para retomar o crescimento.
Eduardo Leite lembrou que não se pode crescer sem implementar uma política nacional de imunização. Para ele,” a vacinação é o primeiro passo para que se possa ter tranquilidade para pensar o crescimento para além da recuperação pós-pandemia”. E, diante de “um legado de déficit bilionário nas contas públicas” deixado pela crise sanitária, o país precisa aumentar sua produtividade e investir em educação e no capital humano e ambiental.
