Aziz cobrará de Bolsonaro posicionamento sobre denúncias
Por Estadão Conteúdo
08/07/2021 às 16:40
Atualizado em 08/07/2021 às 20:43
Foto: Dida Sampaio/Estadão/Arquivo

O presidente da CPI, Omar Aziz, reagiu a uma declaração do presidente Jair Bolsonaro, que na manhã desta quinta afirmou a apoiadores que o senador teria desviado R$ 260 milhões do Amazonas. Aziz contestou a informação e aproveitou para cobrar um posicionamento a respeito das declarações do deputado Luis Miranda (DEM-DF), que acusa o governo de ignorar suspeitas de corrupção nas negociações para compra da vacina indiana Covaxin.
Em fala a apoiadores do "cercadinho", na saída do Palácio da Alvorada, o presidente fez referência à investigação do Ministério Público na operação “Maus Caminhos”, deflagrada em 2016 para apurar desvios na área da Saúde no Estado do Amazonas. Aziz é um dos suspeitos de participar do esquema, mas nunca foi condenado.
Aziz afirmou que o presidente tenta descreditar a CPI da Covid e seus integrantes e o desafiou a apresentar provas. "Presidente, eu desafio a procurar um processo em que eu seja réu ou denunciado. Vossa Excelência já mandou vasculharem minha vida toda, até proporciona pateticamente falas contra a ciência. A doutora Francieli está confirmando o que falamos sempre: nem propaganda de vacinação esse governo quis fazer", disse Aziz.
"Nunca lhe chamei de genocida, nem de ladrão. Nunca disse que o senhor fazia rachadinha em seu gabinete. O senhor vai para o seu cercadinho onde ficam pessoas sem conteúdo para debater a crise nacional e superficialmente joga ao léu palavras", continuou.
"Presidente, eu não prejulgo, mas hoje eu, o vice (Randolfe Rodrigues) e o relator (Renan Calheiros) estamos mandando uma carta ao senhor (cobrando) para que diga se o deputado Luis Miranda está falando a verdade ou está mentindo. O senhor não respondeu ainda e quer desqualificar a CPI. Senhor presidente, diga pra gente que o deputado está mentindo. Diga que o seu líder na Câmara (Ricardo Barros) é um homem honesto. Presidente, não é o senhor que vai parar essa CPI. Essa CPI vai se aprofundar", concluiu.
