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Alden diz que não citação de nomes em live é motivo para afastar punições no Conselho
Alden diz que não citação de nomes em live é motivo para afastar punições no Conselho
Por Davi Lemos
07/07/2021 às 16:22
Atualizado em 07/07/2021 às 16:51
Foto: Reprodução / YouTube

O deputado estadual Capitão Alden (PSL/BA), durante a apresentação de defesa no processo que foi movido contra ele no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), disse, nesta quarta-feira (7), que, por não ter citado nomes de deputados "é motivo suficiente para afastar qualquer possibilidade de punição". O pesselista, durante uma live, acusou parlamentares da Oposição de receberem R$ 1,6 milhão da Prefeitura de Salvador.
O parlamentar também disse que suas declarações fazem parte de seu estilo "fiscalizador" e que não queria que o processo na comissão fosse palco para revanchismo político. "Sei que posso parecer critico demais às vezes, mas jamais saí do contexto político para o pessoal. Se fiz [isso], não tive intenção. Meus discursos, no meu papel fiscalizador, podem levar desconto no ambiente político. Esse é o papel de deputado", defendeu-se Alden.
O advogado do parlamentar, Albino Prazeres, sustentou a nulidade do processo e, para isso, citou vários vícios como a ausência de alguns dos autores da representação na audiência e a negativa de vistas. “Esse processo é nulo”, apontou. O advogado disse que a atuação dele é pautada no aspecto jurídico do direito e não político-partidário.
Alden também disse que sua atuação na Casa é pautada “na ética e no respeito principalmente à legislação pátria”. O parlamentar pediu desculpas aos parlamentares e também à imprensa, que também foi atacada por ele no discurso feito na live que originou o processo.
Respostas
O líder da Oposição, deputado estadual Sandro Régis (DEM), reagiu às falas do advogado de Alden e sustentou que "nossa comissão tem sido muito séria" e que "o advogado seria muito mais feliz caso se atentasse em defender [o cliente dele] em vez de desqualificar o trabalho dessa comissão. Coisa que não vamos admitir", afirmou Régis.
A deputada Fabíola Mansur (PSB) disse que não há possibilidade de revanchismo durante os trabalhos do Conselho de Ética. "Fique garantido que revanchismo político não há", declarou a socialista.
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