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Tiago Correia diz que Rui Costa foge da responsabilidade pelo aumento da violência na Bahia
Tiago Correia diz que Rui Costa foge da responsabilidade pelo aumento da violência na Bahia
Por Redação
08/06/2021 às 10:40
Atualizado em 08/06/2021 às 15:15
Foto: Sandra Travassos/AL-BA

O deputado estadual Tiago Correia (PSDB) disse nesta terça-feira (8) que o governador Rui Costa (PT) quer transferir para o governo federal a responsabilidade pelo aumento da criminalidade na Bahia. “Em média, todos os dias cinco ônibus são assaltados somente em Salvador e nada acontece. Além disso, recentemente, o Monitor da Violência revelou que a Bahia foi o Estado que registrou o maior índice de mortes violentas no primeiro trimestre em todo o país”, afirmou o parlamentar.
De acordo com o levantamento, no período, a Bahia registrou 1.449 mortes violentas, 13,5% do total do Brasil, seguida pelo Rio de Janeiro, com 9%. O Monitor da Violência apontou também que, em 2020, a Bahia foi, pelo quinto ano consecutivo, o Estado que registrou a maior quantidade de mortes violentas. Em números absolutos, ao todo, a Bahia finalizou o ano passado com 5.276 mortes violentas (homicídios dolosos, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte) no ano passado.
“O governador Rui Costa disse que o governo federal é responsável pelo aumento da criminalidade na Bahia porque liberou a posse de armas, mas a realidade é outra. Há muitos anos, infelizmente, a Bahia lidera as principais estatísticas de criminalidade no país porque não há políticas públicas voltadas para estancar a criminalidade”.
De acordo com Tiago Correia, a diminuição da violência passa não apenas pela educação, mas também pelo enfrentamento do racismo, da desigualdade social, do acesso à cidadania, da redução do desemprego, da criação de oportunidades para os jovens e também de um melhor trabalho de investigação das polícias focado nas dinâmicas homicidas. É um problema complexo que exige soluções múltiplas. Não pode o governador querer responsabilizar, pelos crescentes índices, pessoas de bem que se predispõem a passar por uma série de exames e testes, preenchem os requisitos para ter a posse de uma arma, e ainda se submetem a um monitoramento de órgão públicos”, disse o deputado.
