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Leo Prates critica critérios adotados pelo Ministério da Saúde na distribuição de vacinas para as capitais
Leo Prates critica critérios adotados pelo Ministério da Saúde na distribuição de vacinas para as capitais
Por Mário Pinho
17/06/2021 às 08:10
Atualizado em 17/06/2021 às 08:24
Foto: Max Haack/SecomPMS

O secretário municipal de Saúde, Leo Prates, reclamou dos critérios adotados pelo Ministério da Saúde para a distribuição das vacinas nas capitais brasileiras. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia, ele alega que adoção de estratégias utilizadas em outras campanhas de vacinação geram desequilíbrio entre os municípios.
"No meu entender está completamente equivocado. Baseado no público alvo, o próprio Ministério diz que são todas as pessoas acima de 18 anos no Brasil. Mas os critérios adotados geram discrepância. Por exemplo, Salvador tem 46% da sua população que tomaram 1ª dose, enquanto Vitória, no Espírito Santo, tem 72% da população vacinada, porque recebeu mais doses dentro desse critério do Ministério da Saúde, que a gente considera um erro. Deveríamos ter todos os mesmo volume de doses de acordo com a população. Se uma capital tem 1 milhão de habitantes e recebeu 200 mil doses, ou seja, 20% da população, uma cidade que tem 2 milhões de habitantes deveria receber 400 mil doses, e isso não está acontecendo", explicou o secretário.
Leo Prates acredita que a lógica adotada pelo Ministério da Saúde deve priorizar a meta de imunização coletiva apontada por especialistas, que é de 70% em toda as cidades brasileiras. "A gente defende que, sendo o objetivo geral imunizar 70% da população brasileira, todas as cidades que já alcançaram essa meta espere, não receba mais doses, até que todas as outras cidades recebam o mesmo volume. Veja que estamos falando de doses recebidas, não doses aplicadas. Porque tem capital que está com doses estocadas, enquanto Salvador não tem mais doses para aplicar", concluiu.
