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Flávio Dino defende "exorcismo" do "diabo" Bolsonaro

Flávio Dino defende "exorcismo" do "diabo" Bolsonaro

Por Davi Lemos

28/06/2021 às 20:48

Atualizado em 28/06/2021 às 20:48

Foto: Reprodução/YouTube

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB)

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), usou uma declaração inusitada para falar da necessidade enxergada por ele de retirar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) do Palácio do Planalto. "É importante falar do diabo para fazer o exorcismo". Tanto o novo socialista quanto o senador Jaques Wagner (PT-BA) defendem o impeachment do presidente - os comentários foram realizados durante live capitaneada pela deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA) que apoia o impeachment e fez o questionamento aos convidados, na noite desta segunda-feira (28)

"Falar do diabo é necessário para combatê-lo, tem que denunciá-lo para combatê-lo", disse o governador do Maranhão. Ele ressaltou que as eleições de 2018 não foram normais e apontou tal anormalidade como condicionante para a vitória de Jair Bolsonaro. Wagner, por sua vez, citou o que entende ser "criminalização da política" que levou ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e à prisão do ex-presidente Lula.

"Hoje ele é um presidente fraco, onde o medo é bem evidente. Hoje ele está com medo de um áudio, de uma gravação de um deputado de sua base [Luís Miranda, do DEM do DF]. Ele não confia em ninguém, é um homem angustiado e atormentado. O deputado colocou a saída do impeachment como resultado possível", apontou Dino. Miranda, citado pelo governador maranhense, denunciou suposto esquema corrupto no ministério da Saúde para a compra da vacina indiana Covaxin.

O senador Jaques Wagner apontou que "a popularidade do presidente vem caindo continuamente e cada vez mais. O ingrediente que falta para que se tenha vontade política é o custo que vai representar para o presidente da Câmara e os alinhados ao presidente no Congresso". O petista diz que há motivo para o impeachment. "Por isso temos que estimular cada vez mais mobilização, principalmente nas redes por que não podemos aglomerar. Não tenho dúvidas de que podemos chegar na votação do pedido de impeachment que seria estancar o desatino [da gestão Bolsonaro]”, defendeu o petista.

Questionado por Lídice após a referências religiosas feitas, Dino respondeu que é católico, mas que, enquanto governador, respeita o estado laico. "A religião é uma dimensão fundamental do ser humano. O humanismo que defendemos depende do processo de vivência religiosa do povo", disse o governador do Maranhão. Flávio Dino salientou que Bolsonaro usurpa os símbolos e princípios religiosos, assim como considera que usurpou para si as cores da bandeira brasileira. O governador também lembrou a defesa feita pelo então deputado constituinte Jorge Amado que, em 1946, apresentou emenda em defesa da liberdade de consciência e de culto religioso.

Durante a mediação, Lídice considerou que as suspeitas sobre a aquisição da vacina Covaxin levou os senadores a mudar o foco da CPI da Pandemia. "Era uma CPI para apurar negligência, mas agora assumiu um novo olhar com o pedido de [senador] Randolfe [Rodrigues, Rede-AP] pela prorrogação de seu término. Ganha um conteúdo completamente novo com essa denúncia, que envolve o líder do governo, deputado Eduardo Barros", comentou Lídice da Mata.

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