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Atual vice, Luiz Viana disputará presidência da OAB

Atual vice, Luiz Viana disputará presidência da OAB

Por Redação

17/06/2021 às 09:49

Atualizado em 17/06/2021 às 09:49

Foto: Divulgação

Apesar de ocupar a vice-presidência, Viana declara oposição ao atual presidente, Felipe Santa Cruz

O advogado baiano Luiz Viana, atual vice-presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), anunciou sua pré-candidatura à presidência do órgão. As eleições estão marcadas para 31 de janeiro de 2022. Ele é um dos principais nomes na disputa, junto ao secretário-geral da entidade, Beto Simonetti.

Apesar de ocupar a vice-presidência, Viana declara oposição ao atual presidente, Felipe Santa Cruz. Ele é cabeça do "Movimento OAB em defesa da advocacia", que, entre outros pontos, acusa a gestão de politizar o ambiente interno da OAB.

O movimento tem a adesão de quadros importantes da cúpula da entidade, como os do secretário-adjunto Ary Raghiant Neto e o tesoureiro José Araújo Noronha. Ele irá precisar do apoio de ao menos 6 das 27 seccionais estaduais da OAB para a inscrição da chapa, que começa no dia 1º de julho.

Em entrevista ao site Poder 360, Viana se mostra confiante e critica Santa Cruz. “A atual presidência da OAB adota decisões unilaterais, sem consultar os conselheiros e nos últimos meses passou a usar abertamente a nossa entidade para uso político-partidário”.

Seu principal concorrente, embora não declare oposição ao atual presidente, nega que seja candidato dele. Beto Simonetti atua pelo Amazonas e garante ter maior adesão que Viana para vencer o pleito. “Sou pré-candidato à Presidência do Conselho Federal da OAB com o apoio de 21 seccionais até o momento. O que tenho conversado com os representantes da OAB nos Estados é aquilo que as advogadas e advogados têm cobrado dos dirigentes da Ordem: como entidade de classe, ela precisa proteger as prerrogativas da advocacia”.

Um ponto forte na divergência entre eles é quanto à eleição indireta na Ordem. Enquanto Viana defende a realização de voto direto, Simonetti afirma que não vê problema no atual formato. A disputa ocorre da seguinte forma: os 81 conselheiros federais espalhados pelos Estados, que são eleitos de forma direta, escolhem quem será o presidente.

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