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Roberto Carlos nega negociar ingresso no PSB e duvida que DEM apoie Ciro em 2022
Roberto Carlos nega negociar ingresso no PSB e duvida que DEM apoie Ciro em 2022
Por Davi Lemos
31/05/2021 às 21:00
Atualizado em 31/05/2021 às 21:00
Foto: Divulgação

O deputado estadual Roberto Carlos (PDT), envolvido nos últimos dias em uma série de especulações sobre seu ingresso no PSB (o que ensejou até a formulação de um “dossiê petista” cuja autoria seria, em verdade, da deputada Fabíola Mansur e o objetivo era afastá-lo da sigla socialista), diz que não deixará o partido no qual está filiado há trinta anos. O motivo, segundo ele, é um só: não acredita que o DEM vá apoiar o candidato pedetista à Presidência da República, Ciro Gomes, nem crê que o PDT baiano vá apoiar a candidatura de ACM Neto ao governo estadual. O segundo apoio, na visão do parlamentar, estaria condicionado ao primeiro.
Sobre o tal “dossiê petista” que, conforme fonte deste Política Livre, tem as digitais de Fabíola (veja aqui), o pedetista disse não saber a autoria: “Eu não sei (quem fez). Infelizmente tem pessoas que gostam de plantar discórdia e factóides. Sei o que represento para a Bahia e para os baianos”, disse Roberto Carlos. Uma das hipóteses aventadas nos bastidores é de que o autor do referido dossiê que apresentaria provas do apoio de Roberto Carlos a Bruno Reis, em Salvador, nas eleições de 2020, poderia ser de algum correligionário pedetista insatisfeito com a posição dele e dos parlamentares Euclides Fernandes e Samuel Júnior em manterem-se na base de sustentação de Rui Costa (PT).
Roberto Carlos salientou que não apoiou Reis, embora tenha uma boa relação com o prefeito de Salvador. Como disse nesta segunda-feira (31), o filho dele Randerson Leal foi candidato a vereador pelo PDT que, circunstancialmente em Salvador, apoiou o candidato do Democratas e teve também a vice na chapa. “Não votei em Bruno Reis, pois nem voto em Salvador; voto em Juazeiro”, esquivou-se Roberto Carlos. Ele disse que essas informações em dossiês são “fofoquinhas” de quem não tem o que fazer.
Ainda a respeito da permanência no PDT, o deputado estadual disse que essa hipótese só estaria descartada se a sigla desviar-se do caminho que trilha há décadas – historicamente, os pedetistas marcharam ao lado dos partidos de esquerda como o PT. Nas eleições de 2006, por exemplo, quando Jaques Wagner derrotou Paulo Souto e conquistou o governo estadual, o nome para o Senado na chapa encabeçada pelo petista naquela oportunidade foi João Durval Carneiro (PDT).
Ao Política Livre, Roberto Carlos salientou que somente teve conversas amistosas com os deputados federais Marcelo Nilo (PSB) e Pastor Isidório (Avante), que o convidaram para suas respectivas agremiações. “Essas informações [sobre a saída dele do PDT e ingresso no PSB] não têm nenhum fundamento”, enfatizou o deputado estadual.
