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Pazuello nega inércia na negociação com a Pfizer e afirma que pressionou por recuo nas cláusulas impostas
Pazuello nega inércia na negociação com a Pfizer e afirma que pressionou por recuo nas cláusulas impostas
Por Julia Chaib e Renato Machado, Folhapress
20/05/2021 às 16:46
Atualizado em 20/05/2021 às 17:40
Foto: Gabriela Biló/Estadão

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello negou que a sua gestão tenha ignorado as ofertas de venda de vacinas da Pfizer, afirmando que manteve pressão sobre a empresa para que mudasse as cláusulas impostas.
Pazuello repetiu diversas vezes em sua gestão que a Pfizer impôs cláusulas leoninas, como imunidade para eventuais efeitos colaterais da vacina, aceitar só ser julgada nos Estados Unidos e garantia de pagamento em instituições no exterior.
"Foi constante a pressão para que se reduzisse as cláusulas", afirmou Pazuello, que completou que os brasileiros não são "caloteiros".
"A minha posição com a Pfizer era que ela flexibilizasse para o Brasil, porque não tínhamos lei para isso", afirmou.
O ex-ministro voltou a afirmar que havia proposto mudança na legislação, mas os departamentos jurídicos dos outros ministérios foram contrários, afirmando que a iniciativa deveria partir do Congresso.
Pazuello então afirmou acreditar que uma proposta de Medida Provisória para alterar a legislação e permitir ao poder público assumir as responsabilidades impostas pelos laboratórios nem chegou à mesa do presidente Jair Bolsonaro.
