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Grávidas que já tomaram AstraZeneca devem receber 2ª dose só 45 dias após parto

Grávidas que já tomaram AstraZeneca devem receber 2ª dose só 45 dias após parto

Por Natália Cancian/Folhapress

19/05/2021 às 21:04

Atualizado em 19/05/2021 às 21:04

Foto: Danilo Verpa/Folhapress

Medida ocorre após Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) orientar a suspensão temporária da aplicação da vacina da AstraZeneca em gestantes e puérperas no país

Gestantes que tomaram a primeira dose da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 devem aguardar até o fim da gestação e do puerpério (ou seja, até 45 dias após o parto) para completar o esquema vacinal com a segunda dose.

A orientação consta de nota técnica divulgada nesta quarta-feira (19) pelo Ministério da Saúde.

A medida ocorre após Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) orientar a suspensão temporária da aplicação da vacina da AstraZeneca em gestantes e puérperas no país.

A orientação da agência foi tomada após a morte de uma gestante do Rio de Janeiro que havia tomado a vacina e teve caso suspeito de síndrome de trombose com trombocitopenia, extremamente raro, e cuja relação com a vacina é investigada.

Com a suspensão, a vacinação de gestantes que ainda não tinham recebido as doses passou a ocorrer no país com o uso de imunizantes da Pfizer e do Butantan. Também ficou restrita a gestantes com doenças preexistentes.

Havia dúvidas, porém, sobre qual seria a orientação da Saúde para as gestantes que já haviam recebido a primeira dose da AstraZeneca.

Segundo o ministério, até o dia 10 de maio, mais de 15 mil grávidas foram vacinadas com esse imunizante da AstraZeneca no Brasil. Não há informações sobre outros casos de eventos adversos.

Em nota, porém, a pasta orienta que gestantes e puérperas que já receberam a vacina da AstraZeneca procurem atendimento médico imediato se apresentarem, nos 4 a 28 dias seguintes à vacinação, algum efeito colateral.

Entre eles estão falta de ar, dor no peito, inchaço nas pernas, dor abdominal persistente, sintomas neurológicos, como dor de cabeça persistente e de forte intensidade, borrada, dificuldade na fala ou sonolência; ou pequenas manchas avermelhadas na pele além do local em que foi aplicada a vacina.

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