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Atos antecipam eleição, e Bolsonaro não pode mais ser criticado por aglomerações, diz líder do governo

Atos antecipam eleição, e Bolsonaro não pode mais ser criticado por aglomerações, diz líder do governo

Por Mateus Vargas / Folha de São Paulo

30/05/2021 às 14:40

Foto: Reprodução/Folha de São Paulo

Ricardo Barros (PP-PR) diz que 'polarização está consolidada' e que protestos de sábado foram resposta a atos pró-Bolsonaro

Líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) afirmou neste domingo (30) que as manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) antecipam a corrida eleitoral ao Palácio do Planalto.

Segundo Barros, os protestos deste sábado (29) abrem a disputa de 2022 entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista não participou dos atos, mas líderes da legenda foram às ruas.

"A polarização está consolidada. A terceira via vai se dividir em muitas candidaturas. Como se diluem as candidaturas, a tendência é Lula e Bolsonaro no segundo turno", disse Barros à Folha.

Houve protestos contra Bolsonaro com milhares de manifestantes em várias cidades do país. Os atos foram realizados em todas as capitais brasileiras, com grandes concentrações em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Barros disse que os protestos foram "dentro da normalidade" e não geraram preocupação no governo. "Não conversei com o presidente [sobre os atos]. Eu mesmo não achei que foi grande coisa", afirmou.

O deputado afirmou que, após os protestos deste sábado, grupos de esquerda perderam os argumentos para criticar aglomerações promovidas por Bolsonaro durante a pandemia. O presidente costuma ir a atos de apoiadores.

"Foi muito útil que tenham feito isso. Criticam de forma tão convicta as mobilizações do presidente e de repente fazem a mesma coisa. Pelo menos este assunto fica superado", disse o deputado.

Para o líder do governo, os protestos ainda esvaziam críticas da CPI da Covid no Senado Federal sobre aglomerações promovidas por Bolsonaro.

Liderados por centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de esquerda, as manifestações foram alvo de críticas por acontecerem presencialmente em meio à pandemia da Covid-19. O país ultrapassa 450 mil mortes pela doença —com cerca de 2.000 em 24 horas.

Pelo menos nove capitais, além do Distrito Federal, têm ocupação acima de 90% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

A recomendação para o uso de máscaras teve ampla adesão. Porém, houve aglomerações em descumprimento a regras de distanciamento social sugeridas por especialistas para conter a disseminação da Covid-19.

Mais cedo, em entrevista à Rádio Jovem Pan, o deputado minimizou aglomerações em atos políticos durante a pandemia.

"As pessoas têm usado máscaras. Aliás, não existe nenhum estudo científico que prove que máscara diminui a contaminação", disse Barros. Autoridades sanitárias, contudo, recomendam o uso de máscaras.

Segundo o líder do governo, os protestos da esquerda, neste sábado, foram uma reação a manifestações pró-Bolsonaro. Ele citou como exemplo o ato no Rio de Janeiro, no dia 23, que reuniu o presidente e motociclistas.

"Eles estão tentando usar a mesma linguagem", afirmou Barros à Folha.

Segundo o deputado, Bolsonaro demonstou mais força política do que a esquerda nestes atos.

"O apoio é ao Bolsonaro [nos atos pró-governo] e a sua reeleição. A mobilização das esquerdas é contra o presidente, mas os grupos de oposição não estarão no mesmo palanque em 2022", disse o deputado.

No ato de domingo passado, Bolsonaro estava acompanhado do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. General da ativa, ele está na mira da CPI da Covid no Senado.

Na segunda-feira (24), após a ida de Pazuello ao palanque político ao lado do presidente, o Exército abriu um procedimento disciplinar contra o general da ativa.

Integrantes da cúpula da Força pressionam para que seja cumprido o regulamento da instituição. Bolsonaro, Pazuello e militares do governo dizem que o ato com os motociclistas no Rio de Janeiro não foi político.

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