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Feliciano ameaça entregar vice-liderança do governo se Bolsonaro mantiver nova presidente da Capes

Feliciano ameaça entregar vice-liderança do governo se Bolsonaro mantiver nova presidente da Capes

Por Mônica Bergamo/Folhapress

16/04/2021 às 19:35

Foto: Raquel Cunha/Folhapress

O deputado federal Pastor Marco Feliciano (Republicanos-SP)

O deputado federal Pastor Marco Feliciano (Republicanos-SP) diz que vai entregar o cargo de vice-líder do governo caso a gestão federal mantenha a nomeação da advogada Claudia Mansani Queda de Toledo para presidir a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

"A doutora Claudia de Toledo, que agora será responsável pela formação de todos os professores universitários do Brasil, chama Paulo Freire de gênio, defende o ensino da ideologia de gênero, do feminismo e da pauta LGBT nas escolas e ainda ataca o presidente Bolsonaro, chamando-o veladamente de totalitário e de falso messias", afirma o parlamentar.

Feliciano se refere a textos que têm Queda como autora e trazem trechos como "isso não deixa dúvida de que somos seres em constante e ininterrupta construção ou, nas palavras do gênio simples de Paulo Freire, seres em estado de transição".

Nenhum dos textos da nova presidente da Capes cita Bolsonaro. Mas Feliciano acredita que, ao fazer referência a "novos (pseudos) messias" em um texto acadêmico, ela se referia ao presidente.

"A dificuldade que vem sendo imposta nas pessoas, em especial as menos favorecidas, acaba por criar um efeito anestésico social, isto é, diante da busca incessante da (minha) felicidade7, o outro perde valor, importância e dignidade8, e, com o passar do tempo, torna-se o inimigo a ser combatido, permitindo, o renascimento de regimes totalitários, capitaneados por novos (pseudos) messias", também escreveu ela em texto que incomodou o pastor Feliciano.

Além do ministro da Educação, Milton Ribeiro, Claudia de Toledo tem o apoio do advogado-geral da União, André Mendonça, e do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes.

Ela também é autora de um trabalho sobre direitos humanos, educação e diversidade sexual.

Feliciano alega que "se isso [a nomeação] ocorresse em um governo petista acharia natural. Mas vindo de um governo que se elegeu combatendo isso tudo, se torna inaceitável", segue Feliciano. "Pastores do Brasil inteiro estão me ligando e me enviando mensagens cobrando um posicionamento duro".

"Não sou ministro da Educação e tampouco presidente da República, então como não tenho o poder de exonerar ninguém o que eu posso fazer é protestar!"

"Se o governo não reavaliar essa nomeação, e esta senhora continuar, entregarei o meu cargo de vice-líder do governo, pois não terei como explicar para todos os que estão me pedindo uma explicação sobre esta nomeação estranha. E quero crer o ministro da Educação, sabia do passado dela e faz o presidente passar esse vexame tem que no mínimo ser repreendido. E só para que saibam, apoiei em primeira mão a indicação do Ministro Milton, e por isso o procurei sobre esse assunto e ele simplesmente desconversou", segue Feliciano.

"É essa desorganização, esse amadorismo, que está fazendo o fantasma do PT voltar", afirma ele. "Lamento ver meu amigo Bolsonaro passar repetidamente por estas saias justas por pura incompetência de alguns que o cerca".

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