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Secretário de estatais pede para deixar cargo e provoca mais uma baixa na equipe de Guedes

Secretário de estatais pede para deixar cargo e provoca mais uma baixa na equipe de Guedes

Por Estadão Conteúdo

01/03/2021 às 10:06

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Paulo Guedes

O secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) do Ministério da Economia, Amaro Gomes, pediu para deixar o cargo. No seu lugar, assumirá o secretário-adjunto, Ricardo Faria, que coordenou a elaboração de relatório sobre benefícios e auxílios para os empregados das estatais federais, divulgado no início do mês.

A saída de Gomes da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, ocorre num momento de desconfiança do mercado financeiro de interferência política nas empresas estatais depois que o presidente Jair Bolsonaro demitiu o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, em comunicado pelo Facebook.

A indicação do general Joaquim Silva e Luna para comandar a Petrobrás foi anunciada por Bolsonaro no último dia 19, mas ainda precisa ser referendada por uma assembleia de acionistas, cujo edital de convocação deve sair no início desta semana.

Bolsonaro também ameaçou “colocar o dedo” na Eletrobrás e acabou provocando forte turbulência no mercado. Em resposta, o governo sinalizou com as privatizações da Eletrobrás e dos Correios.

A interlocutores, o secretário Especial de Desestatização do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, informou que Amaro Gomes recebeu uma proposta do setor privado. Ele tem mais de 60 anos e disse que "era a oportunidade da vida dele". Amaro era subordinado de Mac Cord no Ministério da Economia. Ricardo Faria, que ficará no seu lugar, é funcionário público da carreira de gestor.

O relatório divulgado pela Sest, no início do mês, informava o total de benefícios que cada estatal oferece aos funcionários, como abonos, adicionais, ausências autorizadas, auxílios e estabilidade. Além disso, trouxe informações relativas às maiores, menores e médias remunerações dos empregados e um detalhamento dos valores desembolsados com benefícios de assistência à saúde para cada trabalhador, por mês e ano.

A sua divulgação foi considerada uma nova ofensiva em defesa das privatizações, mas foi muito criticado pelos empregados das empresas. Os auxílios incluem desde o pagamento de 100% do salário como adicional de férias, como faz a Petrobrás, a ajuda educacional de mais de um salário mínimo (R$ 1.261,65) por mês para cada filho menor de 18 anos, como é o caso do BNDES. Na época, Amaro disse que o relatório dava transparência para informações que "muitos desejavam" conhecer sobre as estatais.

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