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'Precisamos lutar para que as conquistas não sejam perdidas', diz Ireuda Silva no Dia Internacional da Mulher
'Precisamos lutar para que as conquistas não sejam perdidas', diz Ireuda Silva no Dia Internacional da Mulher
Por Redação
08/03/2021 às 09:25
Atualizado em 08/03/2021 às 16:32
Foto: Divulgação

Lutar para manter conquistas e intensificar o cerco contra a violência e o machismo. É o que defende a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), neste Dia Internacional da Mulher. Ela alerta que 2020 assistiu a uma ameaça contundente aos avanços alcançados nas últimas décadas.
"No ano passado, vimos um aumento exorbitante no índice de violência contra a mulher no Brasil e no resto do mundo. Também houve aumento do feminicídio, do desemprego e da desigualdade de gênero. Um retrocesso provocado pela pandemia e que revelou que o machismo ainda está por aí, forte e pernicioso", avalia Ireuda.
Segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), em 2020 foram registradas 105.671 denúncias de violência contra a mulher, tanto do Ligue 180 (central de atendimento à mulher) quanto do Disque 100 (direitos humanos). Do total de registros, 72% (75.753 denúncias) são referentes à violência doméstica e familiar contra a mulher.
"Quando se fala de violência doméstica, pensamos logo em agressões físicas. Mas existem vários tipos de violência, sendo que a psicológica é uma das principais e uma das mais danosas, porém pouco debatida. Passível de punição pela lei, a violência psicológica lança milhares de mulheres em quadros depressivos, contribuindo com a consumação de muitos suicídios. Um verdadeiro feminicídio gradual e invisível aos olhos da sociedade", acrescenta a republicana.
De acordo com o Boletim Epidemiológico de Tentativas e Óbitos por Suicídio no Brasil, a violência doméstica é a principal causa de quadros depressivos e de suicídio entre as mulheres. Outra pesquisa mostra que a violência doméstica e o estupro são a sexta causa de morte ou incapacidade física em mulheres de 15 a 44 anos, mais do que câncer, acidente ou guerra.
"Apesar dos desafios que ainda nos são impostos, também temos motivos para nos mantermos otimistas. As mulheres tiveram muitas conquistas e estão hoje num contexto muito melhor do que 100, 200, 300 anos atrás: temos o direito de votar e participar da política, somos as mais escolarizadas e capacitadas, adentramos os espaços de poder, tanto na esfera pública quanto na esfera privada. Precisamos reconhecer isso para não perdermos a fé", pontua Ireuda.
