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Pacheco manda investigar assessor de Bolsonaro que fez gestos obscenos em sessão do Senado

Pacheco manda investigar assessor de Bolsonaro que fez gestos obscenos em sessão do Senado

Por Folha de S. Paulo

24/03/2021 às 21:09

Atualizado em 24/03/2021 às 21:09

Foto: Reprodução/Instagram

Sinal pode significar 'ok', 'vai tomar no c.' e é também símbolo de supremacistas brancos nos EUA

Um assessor especial de Jair Bolsonaro criou uma crise ao fazer gestos obscenos durante sessão do Senado Federal em que acompanhava o chanceler Ernesto Araújo, que debatia com os parlamentares.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, decidiu instaurar procedimento de investigação para apurar o fato. A polícia do Senado vai inclusive ouvir Filipe G. Martins, que é assessor especial para assuntos internacionais de Bolsonaro.

Uma fonte do Palácio do Planalto afirma que Pacheco está exigindo a demissão imediata do assessor.

Filipe G. Martins se apresenta nas redes sociais como professor de política internacional e "analista político", fazia o gesto que une o indicador e o polegar de forma arredondada, e que pode ser lido como "ok", mas também como "vai tomar no c.".

O gesto ganhou nova conotação para grupos extremistas dos EUA, e foi classificado como "uma verdadeira expressão da supremacia branca" pela Liga Antidifamação (ADL), organização que monitora crimes de ódio naquele país.

Por isso, entrou na lista de símbolos do ódio.

Assim que o gesto foi percebido, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) discursou afirmando que o gesto era um desrespeito e que Filipe deveria ser retirado das dependências do Senado.

Ele compartilhou um vídeo com os senadores.

"É inaceitável, presidente. Em uma sessão do Senado federal, durante a fala do presidente do Senado, um senhor estar procedendo de gestos obscenos, está ironizando o pronunciamento do presidente da Casa. Não, presidente. Isso é inaceitável, é intolerável. Peço que conduza imediatamente este senhor, se ele ainda estiver aí, para fora das dependências do Senado Federal", afirmou Randolfe.

"Isso é inaceitável. Basta o desrespeito que esse governo está tendo com mais de 300 mil mortos [pela Covid-19]. Não aceitamos que um capacho do senhor presidente da República venha aqui ao Senado, durante a fala do presidente do Senado, nos desrespeitar. Então, presidente, antes de começar a sessão, a primeira providência é que a polícia legislativa do Senado tome as providências necessárias em relação a esse senhor", segue o parlamentar.

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