Ludhmila Hajjar afirma ter recebido ameaças após convite para Saúde
Por Redação
15/03/2021 às 15:29
Atualizado em 15/03/2021 às 15:29
Foto: Reprodução

Indicada para assumir o Ministério da Saúde no lugar do general Eduardo Pazuello, a cardiologista Ludhmila Hajjar revelou que após o seu nome ventilar como possível postulante ao cargo começou a receber diversas ameaças e difamação por parte de supostos bolsonaristas radicais.
"Recebi ataques, ameaças de morte que duraram a noite, tentativas de invasão em hotel que eu estava, fui agredida, [enviaram] áudio e vídeo falsos com perfis, mas estou firme aqui e vou voltar para São Paulo para continuar minha missão, que é ser médica", disse Hajjar, em entrevista à CNN.
Ainda durante a entrevista, a médica disse que não compactua com a polarização e afirmou que seguirá atendendo os seu pacientes independente de lado ideológico. "Vou continuar atendendo pessoas de esquerda e de direita. Isso, talvez, para algumas pessoas muito radicais – e que estão defendendo o discurso da polarização – é algo que me diminui. Pelo contrário. Se eu fizesse isso, não seria médica, não estaria exercendo a profissão, negaria o juramento que fiz no dia que me formei na universidade de Brasília.", revelou a cardiologista.
