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Em depoimento à PF, empresários de MG admitiram ter adquirido vacinas de origem ilícita
Em depoimento à PF, empresários de MG admitiram ter adquirido vacinas de origem ilícita
Por Fernanda Canofre / Folha de São Paulo
30/03/2021 às 21:13
Atualizado em 30/03/2021 às 21:13
Foto: Divulgação/PF

Em depoimento à PF, os irmãos Robson e Rômulo Lessa, empresários do setor de transporte, admitiram que adquiriram medicamentos de origem ilícita. A reportagem não conseguiu contatar os irmãos ou a defesa deles.
Pelas imagens divulgadas pela PF do material apreendido durante a operação desta terça, foram encontrados um cartão de vacina assinado “Vacina Covid Pfizer 24/03/21”, seringas e o que parecem ser medicamentos.
Segundo a coluna Painel, a principal linha de investigação da polícia é que as vacinas eram falsas. A PF encontrou soro e ampolas em um endereço ligado à enfermeira. Os materiais foram apreendidos e serão encaminhados para a perícia criminal.
Desde a divulgação do caso, a Pfizer nega comercialização do imunizante em território brasileiro ou “fora do âmbito do Programa Nacional de Imunização”.
A enfermeira, o filho dela e um homem foram conduzidos para prestar depoimento.
Segundo a PF, a mulher, que tem passagem por furto, teria vendido vacinas ilegais para outras pessoas, além do grupo que é investigado pela operação atual.
Na sexta-feira, na ação que cumpriu seis mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram uma lista com nome de 57 pessoas que supostamente teriam sido vacinadas na garagem de uma empresa, em Belo Horizonte.
Ela e o filho são suspeitos da comercialização e aplicação de vacinas contra o novo coronavírus, que teriam origem ilícita.
A PF trabalha com três linhas de investigação: que as vacinas tenham sido importadas ilegalmente, sendo a origem chilena uma das hipóteses, que os medicamentos tenham sido desviados do Ministério da Saúde ou ainda que as doses eram falsas.
