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Defesa de Flávio aciona STJ para retomar julgamentos de recursos no caso das ‘rachadinhas’
Defesa de Flávio aciona STJ para retomar julgamentos de recursos no caso das ‘rachadinhas’
Por Estadão Conteúdo
05/03/2021 às 19:01
Atualizado em 05/03/2021 às 22:01
Foto: Dida Sampaio/Estadão

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) acionou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta sexta, 5, para garantir a retomada do julgamento de dois recursos no caso das ‘rachadinhas’. A análise dos processos foi suspensa após o ministro Félix Fischer cobrar informações da Justiça do Rio no início desta semana, adiando o julgamento que estava previsto para a última terça.
A decisão de Fischer foi proferida após o ministro sofrer uma derrota no julgamento que anulou a quebra de sigilo telefônico do senador, autorizada pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio, em abril do ano passado. Fischer foi o único a votar contra Flávio Bolsonaro.
Os advogados Rodrigo Roca e Luciana Pires pedem a Fischer que reconsidere sua decisão e argumentam que não há previsão legal que permita novas diligências uma vez que os dois recursos já começaram a ser julgados em fevereiro, quando a Quinta Turma anulou a quebra de sigilo. Eles lembram que, na ocasião, o ministro João Otávio de Noronha proferiu voto único que acatou parcialmente todos os três recursos da defesa do senador.
Além disso, os advogados apontam que a cobrança de novas informações pode adiar o julgamento de outros processos do caso das rachadinhas em outras instâncias.
“Isso implica em dizer que provocar-se mais atraso na conclusão do julgamento em questão – qualquer que seja o seu resultado – também significa emperrar-se outras duas instâncias – sendo uma delas o STF – que aguardam, como todo o país, a decisão do STJ para poderem seguir com os seus respectivos expedientes e até outros que guardam relação com o tema deste recurso”, afirmam os advogados.
Os dois recursos restantes discutem a legalidade do compartilhamento de informações pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com o Ministério Público do Rio e a anulação de todas as decisões de Flávio Itabaiana no caso, uma vez que Flávio obteve foro privilegiado perante a Corte Especial do Tribunal de Justiça do Rio.
Ambos os recursos têm o potencial de invalidar provas importantes da Promotoria fluminense contra Flávio Bolsonaro, incluindo a denúncia por peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
