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Anvisa esquece de mandar e-mail e reunião de emergência de kit intubação é cancelada

Anvisa esquece de mandar e-mail e reunião de emergência de kit intubação é cancelada

Por Mônica Bergamo/Folhapress

22/03/2021 às 11:02

Atualizado em 22/03/2021 às 11:02

Foto: Divulgação

Anvisa

A reunião de emergência marcada para discutir, no domingo (21) a escassez de medicamentos para intubação de pacientes foi cancelada porque a Anvisa (Agência Nacional de Vigilência Sanitária) não enviou o e-mail que deveria convocar e confirmar o horário do encontro, segundo representantes da indústria.

A conversa foi acertada verbalmente no sábado (20). Dela participariam diretores da agência, representantes do Ministério da Saúde, da indústria, o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), que representa os estados.

Os participantes ficaram esperando o e-mail de confirmação da reunião, ou mesmo um telefonema _que não chegou.

O "cano" da Anvisa foi confirmado à coluna pelo Consasems e pelo Conass.

O presidente do Sindicato da Indústria Farmacêutica do Estado de São Paulo (Sindusfarma),Nelson Mussolini, que representa 12 fabricantes de medicamentos, também confirmou o problema.

Segundo ele, um dos diretores da Anvisa, Romison Mota, explicou que estava tudo marcado _Omas que a assistente dele não apertou o botão de "enviar" para que a mensagem chegasse ao e-mail dos que deveriam participar da reunião.

Mussolini não critica a agência, diz que o problema foi involuntário e faz questão de dizer que o diretor Romison Mota está empenhado em resolver o problema.

A reunião foi remarcada para a terça (23).

O Brasil vive uma crise de abastecimento de medicamentos usados para a intubação de pacientes com Covid-19 em UTIs.

Estoques estão vazios e estados e municípios alertam que eles podem acabar em poucos dias.

O Ministério da Saúde já requisitou medicamentos à indústria para abastecer o SUS. Os hospitais privados dizem que a medida pode piorar o problema, gerando desabastecimento em suas unidades.

Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados, os medicamentos podem acabar em 48 horas em algumas instituições se o problema não for resolvido.

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