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Mourão diz que Exército vai deixar segurança da maior apreensão de madeira do Brasil e afirma que PF errou

Mourão diz que Exército vai deixar segurança da maior apreensão de madeira do Brasil e afirma que PF errou

Por Painel/Folhapress

26/02/2021 às 06:43

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Hamilton Mourão

Após a decisão do Exército de retirar as tropas que fazem segurança da maior apreensão de madeira da história do Brasil, no Pará, e a reação da Polícia Federal, que ameaçou abrir inquérito contra os militares, a crise chegou ao Palácio do Planalto. E o Exército ganhou a queda de braço.

Segundo o vice-presidente Hamilton Mourão, as tropas vão deixar o local no dia 6 de março. Ele afirmou ao Painel que a PF errou por ter feito um documento em que ameaçava abrir inquérito contra os militares que se retirassem do local.

"Essa situação foi um equívoco por parte da Polícia Federal, já devidamente acertado com o Ministério da Defesa", disse o general.

Realizada em conjunto com a Polícia Federal, a operação, revelada pela Folha, ocorreu em dezembro do ano passado e capturou 130.000m³ de madeira supostamente extraída de maneira ilegal.

Desde então, grupos das Forças Armadas fazem segurança de material apreendido em pelo menos dois pontos (ambos no Pará).

Em um ofício enviado à PF no dia 19 de fevereiro, ao qual o Painel teve acesso, o chefe do Estado-Maior do Comando Conjunto Norte (do Exército) informou que os militares vão deixar os locais para retornar às suas sedes. Não há explicação do motivo.

Em resposta ao Exército, a Polícia Federal ameaçou abrir inquérito contra militares que se retirarem da operação.

Em um documento do dia 23 de fevereiro, o delegado responsável pela operação afirmou que o Exército não tem prerrogativa para escolher abandonar a ação.

“Isso [de não poder escolher se retirar] é evidente sob pena de tornar inócua toda ação até então encetada, a qual consumiu recursos públicos e, pior ainda, dar aos criminosos a oportunidade de recuperarem o produto do crime fato que, inevitavelmente, será objeto de apuração da responsabilidade de natureza civil, administrativa (improbidade) e criminal (por exemplo, prevaricação)”, diz a PF na resposta ao Comando Militar do Norte.

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