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Governador Rui Costa merece aplausos pela coragem de decretar toque de recolher
Governador Rui Costa merece aplausos pela coragem de decretar toque de recolher
Por Política Livre
17/02/2021 às 11:39
Atualizado em 17/02/2021 às 14:13
Foto: Divulgação/Arquivo

O governador Rui Costa (PT) não adotaria uma medida drástica no Estado como o toque de recolher se não tivesse informações privilegiadas sobre o avanço que a Covid 19 registra na Bahia com suas terríveis implicações para o sistema de saúde e a sociedade como um todo.
Ele tem a seu favor um largo crédito de confiabilidade decorrente da postura adequada com que se comportou desde o início para enfrentar a pandemia a partir da orientação de seu excepcional secretário da Saúde, Fábio Villas Boas, hoje acometido pela doença, embora, felizmente, com sintomas leves.
No curso de quase um ano, Rui demonstrou sabedoria e espírito público suficientes para colocar as divergências políticas de lado e cooperar com o ex-prefeito ACM Neto (DEM) na adoção das medidas que se fizeram necessárias para conter o avanço do novo coronavírus na Bahia.
Deve-se à postura responsável do democrata e do petista, que lutaram pelo interesse da sociedade ainda que sob a incompreensão de uma parte barulhenta da população, o fato de Salvador não ter se tornado uma Manaus e a Bahia, um Amazonas, quando a primeira onda da doença se processava.
O momento é outro mas, dada a imprevidência do governo federal com relação à importância da adoção de uma estratégia para a vacinação em massa, que favorece a propagação do vírus e mesmo sua mutação, tornando o controle sobre ele mais difícil, não há alternativa, senão a imposição de novas restrições no Estado.
Simples assim: enquanto não houver compreensão quanto à necessidade dos cuidados pessoais para conter o avanço do novo coronavírus, que pode tanto passar despercebido por quem o contrai como matar sem dó nem piedade suas vítimas, o Estado tem que agir em proveito do bem comum.
Felizmente, Rui não mudou sua postura para aderir ao populismo que adula a sociedade enquanto a prejudica. Da mesma forma edificante age o novo prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), que, imbuído do mesmo espírito em favor do interesse maior da sociedade, pede cautela ante a pressão pela volta às aulas.
Em alguns bairros de Salvador, notadamente os mais ricos, chegou a se ouvir ontem um panelação em favor do direito legítimo aos alunos de retornar às escolas, embora nem um pio com relação à urgência da imunização dos cidadãos como única forma de superar esta imensa crise sanitária, social, econômica e agora educacional.
Governar nacos de uma sociedade que demonstra tal desorientação numa hora tão difícil deve ser tudo, menos fácil. Rui hoje, Neto no passado e Bruno, a partir de agora, já deram e têm dado o exemplo, desde a Bahia, de como se distinguem líderes políticos de demagogos desprezíveis.
