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Em audiência, Marta defende mais escuta da sociedade civil e integração do município para sanar os prejuízos na educação
Em audiência, Marta defende mais escuta da sociedade civil e integração do município para sanar os prejuízos na educação
Por Redação
19/02/2021 às 13:39
Atualizado em 19/02/2021 às 15:19
Foto: Divulgação

Durante audiência pública da Câmara Municipal de Salvador sobre o retorno das aulas, nesta sexta-feira (19), a líder da oposição, vereadora Marta Rodrigues (PT), ressaltou a necessidade de mais escuta da sociedade civil no debate sobre a retomada de aulas remotas e defendeu a necessidade do município alinhar as secretarias municipal da Educação, da Juventude, da Mobilidade Urbana, conselhos tutelares e o Centro de Referência de Assistência Social (Creas).
“É preciso mais escuta de quem está acompanhando o debate. Temos por exemplo que pensar no Ensino de Jovens e Adultos, e em todas as formas de oferta da educação municipal também. Estas secretarias, como tem feito o governo do Estado, precisam estar alinhadas com a categoria de professores, com o sindicato APLB, para ouvi-los com mais propriedade, discutir recursos pedagógicos, política de assistência social para ajudar as famílias dos estudantes, discutir a segurança no transporte público”, declarou.
Para Marta, o momento é de pressionar pela vacinação dos professores e de verbas para recursos tecnológicos para as escolas tanto estaduais, quanto municipais, preparando o ano letivo para um formato diferenciado até que haja segurança para todos.
“Por isso esse debate constante que tem sido feito com gestores, municípios e secretários estaduais, estabelecendo protocolo de segurança para garantir recursos pedagógicos, infraestrutura nas escolas, e dignidade às famílias”, disse.
Segundo Marta, não é coerente pressionar de forma açodada pela retomada das aulas presenciais, “como se educação fosse mercadoria|”.
“Só a ampla participação de todos os entes dos poderes públicos, municipais e estaduais, com a sociedade civil, vai ser possível sanar os prejuízos na educação, pois envolve diversas políticas públicas a serem desenvolvidas em conjunto”, declarou.
A oposicionista pontuou que o momento não é de retorno presencial das aulas no momento, vide o alta tendência de crescimentos de casos de Covid19 na Bahia e em Salvador. Ela cita, também, a alta taxa de ocupação de leitos pediátricos.
“É necessário entender a importância da educação no desenvolvimento social, mas acima de tudo preservar as vidas das pessoas diante do momento pandêmico. Para se ter educação, é preciso ter a garantia das vidas, com controle da pandemia e segurança para todos”.
Marta acrescentou, ainda, que para se falar em educação pública de qualidade, deve-se pensar na superação da crise na sociedade brasileira que atinge os pais e mães dos jovens. “A pobreza e a crise econômica é o que aumenta a vulnerabilidade social nesse momento, e lutar pelo auxílio emergencial se faz urgente”.
