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Desarticulada, oposição disputa funções na Câmara e reforça dúvidas sobre união para 2022
Desarticulada, oposição disputa funções na Câmara e reforça dúvidas sobre união para 2022
Por Painel/Folhapress
17/02/2021 às 07:15
Foto: Divulgação

Depois de registrar defecções e fracassar na tentativa de unir o campo para evitar a eleição de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara, a esquerda segue desarticulada no Congresso. Uma decisão que caminhava para ser consensual descambou em nova disputa entre PT, PSOL, PC do B e PSB, desta vez pela liderança da oposição na Casa.
A divergência acendeu o alerta de integrantes desses partidos, que temem sofrer os efeitos da desordem em 2022, facilitando a reeleição de Jair Bolsonaro.
O PT, maior bancada da esquerda, vai comandar a minoria, mas ainda não há consenso sobre o nome a ser indicado. Já o PSB indicou Alessandro Molon (RJ) para ser líder da oposição sem o aval de todos os partidos do bloco.
A decisão criou uma celeuma. Uma ala da esquerda defendia o nome de Marcelo Freixo (RJ), do PSOL, para a função. Outra resistia a promover o PSOL após a sigla rejeitar unir forças contra Lira. Uma opção para resolver o imbróglio seria deslocar Freixo para comandar a minoria no Congresso —um papel menos relevante.
Nova reunião ocorrerá após o Carnaval. O desentendimento é encarado por líderes da oposição como uma antecipação da briga por protagonismo em 2022. Cresce o pessimismo sobre a possível união da esquerda para compor uma frente ampla já no primeiro turno da disputa.
