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Com desgaste de Ernesto, almirante vai a missões diplomáticas e é chamado '02 do Itamaraty'
Com desgaste de Ernesto, almirante vai a missões diplomáticas e é chamado '02 do Itamaraty'
Por Folhapress
16/02/2021 às 07:47
Atualizado em 16/02/2021 às 12:48
Foto: Romério Cunha/VPR

Com o aumento da resistência no exterior ao chanceler Ernesto Araújo, um assessor direto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem participado de missões diplomáticas a países cujas relações com o Brasil enfrentam dificuldades.
Sem status de ministro, mas considerado o auxiliar mais próximo do presidente, o secretário especial da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), almirante Flávio Rocha, viajou recentemente a países com os quais o chanceler perdeu a capacidade de interlocução por causa de posições ideológicas, como China e Argentina.
A atuação do militar, que é chamado de "os olhos e ouvidos" do presidente, rendeu-lhe no Palácio do Planalto o apelido de "02 do Itamaraty". A alcunha, no entanto, é refutada pelo almirante, que já disse a integrantes do governo que não tem ambições políticas.
Apesar da resistência do militar, que não tem pretensão de deixar o atual cargo, o nome dele entrou, em janeiro, na bolsa de apostas para substituir o chanceler, quando a queda dele era dada como certa por causa das negociações para trazer ao Brasil insumos farmacêuticos da China e vacinas contra o coronavírus da Índia.?
Último seguidor do ideólogo Olavo de Carvalho na Esplanada dos Ministérios, o atual chanceler, no entanto, ganhou sobrevida na pasta com a solução dos problemas, o que contou com a atuação nos bastidores dos ministros da Agricultura, Tereza Cristina, e das Comunicações, Fábio Faria.
Hoje, o presidente não pretende trocar o chanceler. Em conversas reservadas, porém, ele não descarta que uma mudança possa ocorrer caso a imagem do país não sofra uma melhora em médio prazo.
