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Vacina da Pfizer é eficaz contra cepas britânica e sul-africana do coronavírus, diz estudo

Vacina da Pfizer é eficaz contra cepas britânica e sul-africana do coronavírus, diz estudo

Por Estadão Conteúdo

28/01/2021 às 09:14

Atualizado em 28/01/2021 às 09:14

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Vacina da Pfizer é eficaz contra cepas britânica e sul-africana do coronavírus

A vacina desenvolvida pelos laboratórios Pfizer e BioNTech conserva praticamente toda sua eficácia contra as variantes britânica e sul-africana do vírus da covid-19, informaram as duas empresas em um comunicado divulgado nesta quinta-feira, 28. Os testes in vitro realizados com o vírus original e as mutações registradas (E484K e N501Y) "não demonstraram a necessidade de uma nova vacina", segundo os dois laboratórios, que afirmam continuar monitorando essas variantes e estar "prontos para reagir", se alguma delas se tornar resistente à vacina. A variante brasileira ainda não foi testada pelo laboratório. Chamada de P.1, ela contém várias mutações, entre elas a E484K e N501Y.

O estudo divulgado nesta quinta-feira, 28, feito em parceria com a Universidade do Texas, foi publicado na plataforma bioRxiv, mas ainda não foi revisado por pares. Os pesquisadores analisaram os anticorpos gerados por 20 pessoas - vacinadas com as duas doses da Pfizer/BioNTech - para três mutações do coronavírus criadas em um laboratório, incluindo as principais mutações das variantes britânica e sul-africana.

Essas mutações são localizadas na proteína spike do vírus, as "pontas" características que estão na superfície e permitem que o coronavírus entre nas células humanas. "O plasma dos indivíduos que receberam a vacina neutralizou todas as variantes", disseram as empresas, que reconheceram ainda que a neutralização foi "ligeiramente mais leve" nas três mutações da variante sul-africana em comparação com a britânica.

Outro estudo publicado na semana anterior, de pesquisadores da África do Sul, já havia sinalizado a maior resistência da variante sul-africana. Os laboratórios afirmaram que vão seguir adiante com os estudos sobre as mutações, principalmente a sul-africana, e que vão "vigiar a eficácia da vacina no mundo" diante do surgimento de novas variantes.

Mesmo assim, as empresas acreditam que a "flexibilidade da vacina, baseada na tecnologia de RNA mensageiro", que injeta no corpo instruções genéticas que dizem às células o que fazer, é "apropriada para desenvolver novas versões da vacina, se necessário".

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