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Suposta "resistência" a Adolfo preocupa aliados e anima adversários em disputa na Assembleia
Suposta "resistência" a Adolfo preocupa aliados e anima adversários em disputa na Assembleia
Por Alexandre Galvão
06/01/2021 às 10:28
Atualizado em 06/01/2021 às 10:28
Foto: Política Livre

Com o ano de 2020 ainda em aberto, do ponto de vista Legislativo, os deputados estaduais da Bahia detêm-se na disputa pela Mesa Diretora da Casa.
Mas nos últimos dias cresceu, até mesmo dentro do PSD, a preocupação com a campanha do candidato do partido, o deputado Adolfo Menezes, à presidência da Assembleia.
Parlamentares ouvidos pelo Política Livre temem que, com a movimentação do PP e, especialmente do presidente da Assembleia, Nelson Leal, um cenário que parecia de céu de brigadeiro para Adolfo turve.
Motivados pelo que entendem como resistência ao nome do PSD, pelo menos três deputados se colocaram abertamente como candidatos à sucessão de Leal.
O adversário mais forte de Adolfo seria Niltinho, que foi lançado oficialmente pelo PP, mas outros correm pelas beiradas, a exemplo de Samuel Jr. (PSC) e Victor Bonfim (PL).
Para alguns, Adolfo precisa encarnar o papel de "resolvedor de problemas" dos companheiros. Com medo de que sua campanha reflua por causa da quantidade de adversários, já há até quem fale em uma alternativa em seu partido.
Seria o deputado Diego Coronel, hoje um dos principais apoiadores do parlamentar no PSD. A disputa pela presidência do Poder começa com um conflito, baseado num acordo não cumprido pelo PP.
Adolfo, Nelson Leal, o senador Otto Alencar (PSD) e o governador Rui Costa (PT) fizeram um acerto que deixaria o atual presidente dois anos à frente da AL-BA e o deputado do PSD no biênio subsequente.
Os progressistas, no entanto, passaram a contestar o entendimento, a começar pelo vice-governador, João Leão, maior e principal incentivador do distrato. Mas o governador tem manifesta preferência pelo candidato do PSD.
Se uma banda dos governistas já dá como vencido o acerto, outra pretende se manter fiel ao que foi apalavrado com o chefe do Palácio de Ondina.
É o caso do PSB, que, internamente, fechou questão e publicamente avisa que estará com qualquer candidato apoiado por Rui Costa.
