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Fux e Toffoli fizeram 'jogada ensaiada' por superpoder em catimba no Supremo, diz professor da FGV
Fux e Toffoli fizeram 'jogada ensaiada' por superpoder em catimba no Supremo, diz professor da FGV
Por Folha de S. Paulo
06/01/2021 às 07:43
Atualizado em 06/01/2021 às 07:43
Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Coordenador do grupo de estudos da FGV Supremo em Pauta, que monitora as atividades do STF (Supremo Tribunal Federal), Rubens Glezer avalia, em entrevista à Folha, que houve um “jogada ensaiada” dos ministros da corte Dias Toffoli e Luiz Fux para atribuir à presidência do tribunal o poder de cassar decisões individuais de seus integrantes.
Glezer lançou em dezembro o livro “Catimba Constitucional: O STF, do Antijogo à Crise Constitucional”, no qual emprega analogias e metáforas futebolísticas para descrever sua visão sobre a situação da corte suprema.
Segundo o professor da FGV, a obra surgiu da necessidade de explicar condutas dos ministros do STF que não podem ser apontadas como ilegais, mas que carecem de legitimidade e criam um clima de vale-tudo no tribunal.
Assim, na definição do autor, “catimba constitucional é a ação de agentes públicos que viola os valores e virtudes do jogo político, ainda que seja lícita”.
O professor da FGV descreve medidas do “STF catimbeiro” a partir de 2015, e destaca a decisão do ministro Luiz Fux às vésperas da eleição de 2018 que suspendeu a autorização concedida pelo colega ministro Ricardo Lewandowski para que a colunista da Folha Mônica Bergamo entrevistasse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que estava preso à época.
Leia a entrevista completa na Folha.
