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Wagner tenta emplacar Fabrício para evitar que Otto saia forte de disputa na Assembleia
Wagner tenta emplacar Fabrício para evitar que Otto saia forte de disputa na Assembleia
Por Redação
20/12/2020 às 13:57
Atualizado em 20/12/2020 às 14:11
Foto: Elói Corrêa/GOVBA

Numa tentativa de construir uma alternativa à disputa à presidência da Assembleia Legislativa que apazigue a base, senador Jaques Wagner (PT) lançou uma ofensiva para tentar emplacar o deputado estadual Fabrício Falcão, do PCdoB, como candidato do grupo à sucessão do presidente Nelson Leal (PP).
A movimentação do senador petista foi detectada mesmo depois que o PP avançou consensualmente no lançamento do nome do deputado Niltinho para concorrer contra Adolfo Menezes, candidato do senador Otto Alencar e do PSD à presidência da Assembleia. Wagner já tinha sinalizado apoio a Fabrício durante uma visita a Vitória da Conquista.
Teria sido forçado a recuar, no entanto, diante da grande resistência que percebeu nas bancadas do governo e da oposição ao nome do comunista. Ao voltar ao nome do comunista, Wagner busca enfraquecer, no entanto, mais o senador Otto Alencar (PSD) do que o vice-governador João Leão (PP), que apóia Niltinho.
O petista teria se convencido de argumentos apresentados pelo ex-deputado Jabes Ribeiro antes de o PP escolher seu candidato de que, na eventualidade de Adolfo se eleger, Otto sairia mais forte na correlação de forças da base, podendo submeter o governo Rui Costa e o PT nas tratativas para a sucessão estadual de 2022, quando Wagner pretende voltar ao governo.
Antes de o PP ter escolhido Niltinho, Jabes chegou a defender o nome de Fabrício como candidato alternativo ao seu partido e ao PSD para evitar um bate-chapa que trouxesse desgaste na relação dos dois principais partidos da base.
A saída não agradou os deputados do PP, no entanto, porque vêm nela um resultado das ligações familiares que Jabes tem com o presidente do PCdoB, Davidson Magalhães, as quais funcionaram na sucessão municipal em Salvador, onde o PP apoiou a deputada comunista Olívia Santana à Prefeitura de Salvador, contra a vontade, inclusive, do governador.
