Vereador acusa Prefeitura de desmatar e promete acionar Ministério Público
Por Mateus Soares
10/12/2020 às 12:01
Atualizado em 10/12/2020 às 16:48
Foto: Valdemiro Lopes/CMS/Arquivo

O vereador Zé Trindade (PSB) prometeu, em uma publicação feita nas redes sociais na noite desta quarta-feira (9), acionar o Ministério Público da Bahia (MP-BA) para impedir que a Prefeitura de Salvador ceda, segundo ele, espaços ambientais da cidade para iniciativas privadas.
"A Prefeitura fecha os olhos ao desmatamento irregular de Mata Atlântica permitindo a construção de uma igreja e um supermercado na Avenida Paralela, em terreno proveniente de um parcelamento, sem a devida destinação das áreas públicas", acusou o edil, no Twitter.
A prefeitura fecha os olhos ao desmatamento irregular de Mata Atlântica permitindo a construção de uma igreja e um supermercado na Av. Paralela, em terreno proveniente de um parcelamento, sem a devida destinação das áreas públicas.
— Zé Trindade (@zetrindade_) December 9, 2020
Segundo ele, a atual administração, quer permitir a construção de um posto de gasolina e supermercado no Parque das Dunas, "com bilionário prejuízo ao erário público".
Não satisfeita, a prefeitura, para atender aos interesses dos amigos, quer permitir a construção de um posto de gasolina e supermercado no Parque das Dunas, área de proteção ambiental dentro dos limites da APA do Abaeté, área de proteção ambiental dentro dos limites da APA do Abaeté, com bilionário prejuízo ao erário público.
— Zé Trindade (@zetrindade_) December 9, 2020
Trindade também acusou uma construtora, sem citar seu nome, de edificar áreas de preservação ambiental na Avenida 29 de Março. Ele acusou ainda a Prefeitura de estar aceitando em contrapartida doação de área vegetada em "outro município".
A Prefeitura de Salvador foi procurada pela reportagem no final da manhã de hoje e disse que se tratava de matéria requentada da parte do vereador, que busca holofotes por não ter conseguido se reeleger.
Atualização
No final da tarde de hoje, o secretário de Desenvolvimento e Urbanismo de Salvador (Sedur), Sérgio Guanabara, contatou a reportagem. Em nota, ele classificou as denúncias como "infundadas".
"O órgão ressalta que todos os atos administrativos emitidos pelo município são pautados na legalidade, seguindo todas as legislações vigentes como o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo (LOUOS) e Política Municipal de Meio Ambiente", diz a nota.
