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“Suspensão de exames para pacientes com HIV e hepatite mostra grau de desumanidade”, diz Marta Rodrigues
“Suspensão de exames para pacientes com HIV e hepatite mostra grau de desumanidade”, diz Marta Rodrigues
Por Redação
08/12/2020 às 10:01
Atualizado em 08/12/2020 às 10:01
Foto: Divulgação

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Salvador, a vereadora Marta Rodrigues (PT) disse que o governo federal mostra seu grau de desumanidade ao suspender exames de genotipagem de HIV e de hepatite C, procedimentos fundamentais par quem convive com o vírus.
“O Brasil se tornou se tornou referência no tratamento do HIV e de hepatites em todo o mundo. Deixar um contrato dessa natureza vencer mostra o nível de desumanidade deste governo, do extremo preconceito e descaso com a vida das pessoas”, pontuou a vereadora, lembrando que a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids explica que o exame é fundamental na estratégia para o tratamento tanto para o HIV como para o HCV, pois determina a combinação de medicamentos que será administrada aos pacientes.
Para Marta, a situação, que já ocorreu outras vezes, faz parte da política de desmonte do governo no tratamento. O Ministério da Saúde deixou vencer um contrato e não lançou edital para aquisição dos exames, atrasando e demorando tratamentos.
“Este desmonte vem acontecendo de diversas formas. Antes, nos governos democráticos, as pessoas que conviviam a doença eram vistas como parceiras e agora o governo quer impor sentença de morte vendo-as como despesas. Faz parte do projeto de necropolítica, as mudanças começaram com a troca de nome do departamento que trata de HIV, cujo nome AIDS foi retirado, além de mudanças nas regras para a realização de exames de carga viral”, acrescentou Marta.
Fazendo coro a RNP+Brasil , Marta afirma que a demora é inaceitável e pode prejudicar o tratamento das pessoas, principalmente em 2021, ano em que se constatará os impactos da Covid-19. “Este não é um ato de descuido, um contrato dessa importância não pode vencer e a população ficar desassistida de um serviço público de saúde essencial para milhares de vidas”, acrescentou a petista.
Nota - Em nota, a Rede explica que que quando “a pessoa está resistente e necessita da genotipagem para iniciar nova combinação encontra-se em um estado de extrema vulnerabilidade às infecções oportunistas e não pode ser prejudicada pela demora ocasionada por entraves meramente burocráticos", explica.
