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Se sair, reforma administrativa de Rui pode derrubar Pelegrino, Martins, Arany e João Carlos

Se sair, reforma administrativa de Rui pode derrubar Pelegrino, Martins, Arany e João Carlos

Por Redação

03/12/2020 às 11:31

Atualizado em 03/12/2020 às 11:38

Foto: Divulgação/Arquivo

As mudanças abririam espaço para quem ajudou na eleição, negociações com a Assembleia e uma oxigenada na gestão onde hoje atuam petistas como Carlos Martins

Apesar de a vir empurrando com a barriga desde a eleição, quando decidiu armar um time de última hora com aliados para tentar levar a disputa em Salvador para o segundo turno, a propalada reforma administrativa do governador Rui Costa (PT) promete sair e talvez com um escopo mais amplo do que o especulado.

Rui tem sido pressionado intensamente, ainda que de forma indireta, tanto no PT quanto por aliados a tomar uma posição em relação aos rumos do governo. Muitos acreditam que ele precisa fazer um aceno sobre o que pensa para 2022, principalmente depois que o senador Jaques Wagner se antecipou e apresentou sua pré-candidatura a governador.

Por este motivo, começam a surgir rumores de que, ao invés de tratar apenas das posições que permanecem sob o comando do PDT e do PL, partidos que se engajaram na campanha vitoriosa do prefeito eleito de Salvador, Bruno Reis (DEM), ele teria passado a avaliar a possibilidade de ampliar as mudanças na administração.

O governador está com a Casa Civil e a secretaria de Relações Institucionais sem titulares, cargos que podem ser usados, inclusive, para fazer um aceno à Assembleia Legislativa, onde se imagina que poderá enfrentar tempos turbulentos por conta da sucessão do presidente do Poder, o deputado estadual Nelson Leal (PP).

Mas há sinais, no Palácio de Ondina, de que o governador gostaria de dar uma arrumada em outras áreas por estar descontente com o desempenho dos seus respectivos secretários. Há críticas ao secretário de Desenvolvimento Urbano, Nelson Pelegrino, um deputado federal, e ao resposável pela pasta da Justiça, Carlos Martins, ambos do PT.

Outra petista cuja atuação não estaria agradando ao governador e não é de hoje é Arany Santana, da Cultura. O descontentamento não se restringiria aos quadros do petismo. O secretário de Meio Ambiente, João Carlos Oliveira da Silva, indicado pelo PSB, é outro cujo trabalho vem recebendo críticas e pode, eventualmente, ser afastado por Rui.

Às referências nada elogiosas que se ouvem no Gabinete do governo, no CAB, a estes colaboradores se somam também comentários de que o governador gostaria de devolver todos os deputados federais que hoje ocupam cargos na administração, manobra que permitiu a ascensão de suplentes na Câmara dos Deputados.

O movimento poderia servir ao propósito de uma troca com quadros da Assembleia, onde Rui tem sido alertado de que, se continuar adotando a postura de empurrar as decisões com a barriga, poderá levar um golpe da oposição, principalmente depois que o grupo do prefeito ACM Neto (DEM) saiu fortalecido das eleições municipais.

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