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Ritmo da recuperação econômica em 2021 deve ser ditado pela vacina contra a covid-19

Ritmo da recuperação econômica em 2021 deve ser ditado pela vacina contra a covid-19

Por Estadão

03/12/2020 às 12:20

Foto: Divulgação

Ritmo da recuperação econômica em 2021 deve ser ditado pela vacina contra a covid-19

O avanço da atividade econômica em todo o mundo no ano que vem está diretamente ligado à vacina contra a covid-19. Os países que conseguirem vacinar primeiro sua população largam na frente nessa disputa pela retomada do crescimento. Mas há uma expectativa de que isso ocorra o mais rápido possível, mesmo no Brasil, onde ainda não está claro qual vacina estará disponível e quando.

“Acho que a lição que ficou do que estamos vendo na Europa é que o risco de um lockdown horizontal é menor e, ao mesmo tempo, as campanhas de vacinação no mundo estão andando rápido e no Brasil podem acontecer em março ou até antes”, diz Guilherme Loureiro, economista-chefe da Trafalgar Investimentos. Ele espera um crescimento de 4% a 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2021, com um programa de vacinação no primeiro trimestre do ano.

Nesta quinta-feira, 3, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o PIB teve crescimento recorde de 7,7% no terceiro trimestre, resultado que ficou abaixo do esperado pelo mercado financeiro e ainda é insuficiente para recuperar as perdas acumuladas no ano.

Em evento para o lançamento da carteira do Índice de Sustentabilidade (ISE) para 2021, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, também disse acreditar num ano melhor, com a chegada de uma vacina. “Este ano foi muito diferente, muito desafiador, mas estamos terminando com viés de alta, com a esperança de uma vacina", disse.

A verdade, porém, é que, embora a questão da vacinação esteja avançando em países como a Inglaterra - onde já foi marcada data para o início -, ainda está bem pouco claro quando isso se dará aqui no Brasil. As vacinas com as quais o País tem acordo de compra não estão prontas. Com as que estão mais próximas de serem liberadas para a população no mundo, o governo não tem acordo. Essa indefinição pode ser um entrave ao crescimento.

Para Patrícia Krause, economista-chefe da Coface, o principal risco no radar para a atividade econômica brasileira é exatamente um recrudescimento do número de casos de covid que justifique o endurecimento das medidas de distanciamento social. Até agora, ações como as tomadas pelo governo do Estado de São Paulo não são suficientes para criar um tombo na atividade, segundo a economista, mas acendem uma luz amarela.

"Por ora eu acho que o auxílio emergencial não vai ser estendido e nós temos uma melhora da arrecadação pelo lado fiscal, mas existe um risco, principalmente olhando para o primeiro trimestre de 2021", diz a economista. No seu cenário-base, com manutenção do teto dos gastos e fim do benefício emergencial, ela vê um crescimento de 2,8% do PIB no ano que vem.

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