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PP recua de Robinho e apóia Niltinho com objetivo de vencer Otto na Assembleia

PP recua de Robinho e apóia Niltinho com objetivo de vencer Otto na Assembleia

Por Redação

18/12/2020 às 20:20

Atualizado em 18/12/2020 às 20:31

Foto: Divulgação/Arquivo

Deputado Niltinho teria a vantagem de transitar bem tanto no governo quanto na oposição, diferentemente de nomes pensados anteriormente no partido

Diante da resistência do governador Rui Costa (PT) ao nome do deputado estadual Robinho, o PP resolveu dar um cavalo de pau e lançar o nome do colega Niltinho à presidência da Assembleia para enfrentar o candidato do senador Otto Alencar (PSD), Adolfo Menezes.

O parlamentar foi escolhido pela própria bancada do PP, que acompanha o raciocínio do vice-governador João Leão de que há uma desigualdade hoje na correlação de forças que apóia o governo em favor de Otto e, por esta razão, o senador precisa de um limite ao seu poder no grupo.

Ao partir para o bate-chapa com o PSD, o PP rompe um acordo com a legenda, que havia sido avalizado pelo governador Rui Costa (PT), pelo qual apoiaria o candidato de Otto à sucessão de Nelson Leal (PP) à presidência da Casa, criando uma instabilidade na relação com a sigla e na base do governo. Também lança dúvidas quanto a sua confiabilidade política.

A aposta em Niltinho, que surge praticamente numa situação de desespero do PP após várias idas e vindas do partido em relação à disputa e a circulação de nomes que não floresceram, é uma forma de a sigla, além de atrair a oposição, impedir um veto do governador ao partido que leve ao aprofundamento do desgaste na relação com Rui.

O parlamentar, que se mantinha discreto até agora, praticamente sem se envolver em nenhuma discussão a cerca da sucessão de Leal, é bastante respeitado tanto na oposição quanto no governo e até no PSD de Otto, o que pode minimizar os efeitos da disputa entre os dois partidos. Seu único óbice seria o fato de estar no primeiro mandato, já que a tradição não costuma garantir a eleição de novatos à presidência do Legislativo.

Na Assembleia, o comentário é de que, por trás da iniciativa do PP de romper o acordo com o PSD e concorrer à presidência está a insatisfação de Leão com o que classifica de intransigência de Otto de concorrer ao Senado de novo em 2022, apesar de saber que tanto ele quanto o filho, Cacá, não podem disputar a vice na chapa.

O impedimento decorre do fato de Leão ter sido reeleito vice-governador e se aplica a ele e ao filho mesmo que decidam concorrer numa chapa concorrente, como a do prefeito ACM Neto (DEM), por exemplo. Por isso, muitos dizem que o PP pode vir ainda a negociar com o governador e o PSD, embora a candidatura de Niltinho torne a possibilidade de entendimento imprevisível principalmente na eventualidade de seu nome crescer entre os colegas.

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