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'Não vou fingir que não sou amigo do presidente', diz ministro que vai para o TCU
'Não vou fingir que não sou amigo do presidente', diz ministro que vai para o TCU
Por Estadão
28/12/2020 às 16:20
Atualizado em 28/12/2020 às 16:26
Foto: Dida Sampaio/Estadão

No último dia do ano, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, deixará o governo para tomar posse no Tribunal de Contas da União (TCU), na vaga aberta pela aposentadoria precoce do ministro José Múcio Monteiro. Filho do capitão do Exército Jorge Francisco, morto em 2018, que por 20 anos foi chefe de gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara de Deputados, Oliveira tem uma relação familiar com o presidente e seus filhos. No governo, onde acumulou o cargo de Subchefe para Assuntos Jurídicos, se tornou um dos assessores mais influentes, administrando conflitos internos e externos e auxiliando o presidente na tomada de decisões. Agora, diz que na Corte de Contas se pautará por uma atuação técnica, mas sem negar a proximidade com Bolsonaro.
“Não vou fingir que não sou amigo do presidente”, disse ao Estadão no último dia 23 em sua sala de reuniões, no quarto andar do Palácio do Planalto, de onde avista o prédio do TCU. Na conversa, o ministro contou que a primeira providência a tomar posse no novo posto é desativar a conta no Twitter, em que tem 141 mil seguidores e foi alvo de críticas de apoiadores mais radicais do presidente. “Com todo o respeito, acho que essa militância atrapalha sim”, disse.
Leia a entrevista completa no Estadão.
