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Investigação deve seguir com independência, diz ministro sobre suposta ação da Abin para Flávio
Investigação deve seguir com independência, diz ministro sobre suposta ação da Abin para Flávio
Por Folha de S. Paulo
22/12/2020 às 16:01
Atualizado em 22/12/2020 às 16:22
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, defendeu a independência das investigações sobre uma suposta atuação da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) a favor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o filho 01 do presidente Jair Bolsonaro.
Os procedimentos de investigação devem passar pela Polícia Federal, órgão subordinado ao ministro da Justiça.
A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia determinou que a PGR (Procuradoria-Geral da República) investigue uma suposta produção de relatórios pela Abin a favor de Flávio. Diligências da investigação estarão a cargo da PF.
Os supostos relatórios da Abin teriam municiado a defesa do senador no processo das "rachadinhas", prática investigada durante o período em que Flávio foi deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). A suposta existência dos relatórios foi revelada pela revista Época.
“A investigação deve seguir com independência, acompanhada pela relatora [do caso no STF] e conduzida pela PGR, com as duas instituições demandando e cobrando investigações da PF”, disse o ministro, após a divulgação do balanço das ações do ministério em 2020.
A determinação de Cármen Lúcia para que a PGR investigue o caso foi feita na última sexta-feira (18). Tanto a Abin quanto o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República negam a existência de relatórios. Reportagens das revistas Época e Crusoé dizem que o autor é o diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem.
Ramagem é amigo do presidente e dos filhos dele. Era ele que Bolsonaro queria colocar na direção-geral da PF, nomeação que acabou barrada pelo STF. Um inquérito no Supremo investiga se o presidente interferiu de forma criminosa na instituição. O denunciante da suposta interferência, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, também é investigado no inquérito.
